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Tarcísio prioriza emendas do centrão e gera desconforto entre bolsonaristas em SP

Deputados bolsonaristas em São Paulo ameaçam se abster de votações devido à insatisfação com o governador Tarcísio de Freitas.

Governador Tarcísio de Freitas (Foto: Pablo Jacob - 13.jun.25/Divulgação Governo do Estado de SP)
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  • Deputados estaduais bolsonaristas em São Paulo estão insatisfeitos com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por priorizar emendas de outros grupos políticos.
  • A insatisfação aumentou, levando os deputados a ameaçar se abster de votações importantes e criticar a equipe do governador.
  • A falta de quórum em votações cruciais, como a do programa SuperAção e a da Lei de Diretrizes Orçamentárias, foi notada.
  • Os bolsonaristas reclamam da demora no pagamento de emendas parlamentares e do congelamento de indicações para cargos públicos.
  • Apenas uma indicação significativa foi feita por Fabiana Bolsonaro (PL), enquanto a média de emendas recebidas pelos bolsonaristas é inferior à dos deputados não bolsonaristas.

Os deputados estaduais bolsonaristas em São Paulo estão insatisfeitos com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O descontentamento surge devido à priorização de emendas de outros grupos políticos e à resistência do governador em sancionar projetos de interesse do grupo.

Nos últimos dias, a insatisfação se intensificou, levando os deputados a ameaçar se abster de votações importantes e a criticar publicamente a equipe do governador. Essa tensão se reflete na falta de quórum em votações cruciais, como a do programa SuperAção, que teve sua votação adiada de 18 para 24 de junho, e a da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que foi empurrada para 1º de julho.

Os bolsonaristas reclamam da demora no pagamento de emendas parlamentares e do congelamento de indicações para cargos públicos. Em 2023, o total de emendas voluntárias distribuídas a aliados foi de R$ 349 milhões, superando os R$ 299 milhões do ano anterior. No entanto, os deputados bolsonaristas não se sentem contemplados, com apenas uma indicação significativa feita por Fabiana Bolsonaro (PL).

A insatisfação é ainda mais acentuada pela percepção de que o governo prioriza deputados do centrão e do “PL raiz”. Entre os dez deputados mais contemplados, apenas um é do grupo bolsonarista. A média de emendas recebidas pelos 58 deputados não bolsonaristas é de R$ 5,3 milhões, enquanto os bolsonaristas recebem em média R$ 4 milhões.

Críticas e Descontentamento

Os deputados têm utilizado o microfone da Assembleia Legislativa para expressar suas queixas. O deputado Lucas Bove (PL) criticou a falta de atendimento do secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, enquanto Gil Diniz (PL) abordou questões de segurança pública, relatando problemas pessoais com furtos e assaltos.

O governo Tarcísio, por sua vez, defende que as emendas estão sendo pagas conforme a tramitação e a burocracia envolvidas. A Secretaria de Governo afirmou que as demandas apresentadas após abril estão em processamento e serão pagas conforme o desenvolvimento de cada iniciativa.

O líder do governo na Alesp, Gilmaci Santos (Republicanos), negou qualquer direcionamento que prejudique os bolsonaristas, ressaltando que a liberação de recursos depende do tipo de indicação feita pelos deputados. A situação continua a gerar tensões entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e a administração estadual.

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