- O caso Koldo investiga manipulações em licitações de obras públicas durante a gestão de José Luis Ábalos no Ministério de Transportes.
- Javier Herrero e Isabel Pardo de Vera foram convocados para depor como imputados, após indícios de irregularidades em contratos.
- Mensagens entre Herrero, ex-diretor geral de Carreteras, e Koldo García, assessor de Ábalos, indicam tentativas de alterar o sistema de avaliação de licitações.
- O juiz Ismael Moreno agendou o depoimento de Herrero para o dia 21 de julho.
- As investigações revelam um possível esquema de favorecimento a empresas, com buscas realizadas nas residências dos envolvidos em 26 de junho.
Caso Koldo: Novos Desdobramentos nas Investigações de Licitações
O caso Koldo, que investiga supostos amaños em licitações de obras públicas durante a gestão de José Luis Ábalos no Ministério de Transportes, ganhou novos contornos. Javier Herrero e Isabel Pardo de Vera foram convocados para depor como imputados, após indícios de manipulação em contratos.
Mensagens trocadas entre Herrero, ex-diretor geral de Carreteras, e Koldo García, assessor de Ábalos, revelam tentativas de modificar o sistema de avaliação de licitações para obter maior controle sobre as adjudicações. O juiz Ismael Moreno, da Audiencia Nacional, agendou o depoimento de Herrero para o dia 21 de julho.
Indícios de Manipulação
O relatório da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil, datado de 5 de junho, destaca mensagens que sugerem um esquema de favorecimento a empresas específicas. Um dos trechos indica que Herrero estava “apertando” para garantir contratos para a construtora Obras Públicas e Regadíos (OPR), que havia perdido um concurso público.
Além de Herrero, Pardo de Vera, ex-presidente do Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (Adif), também será ouvida. Ela já estava sob investigação por suposta contratação irregular de uma ex-parceira de Ábalos em empresas públicas. As residências de ambos foram alvo de buscas em 26 de junho.
Conversas Reveladoras
O relatório da UCO menciona 82 citações a Herrero, incluindo mensagens que indicam um possível esquema de corrupção. Em uma conversa, Herrero expressa satisfação com uma adjudicação em Logroño, enquanto García informa a um colega que a obra já estava “feita”.
Outras gravações mostram García preocupado com a possibilidade de destituição de Herrero, que poderia revelar informações comprometedoras. A relação entre os envolvidos parece ter se deteriorado, com García criticando Pardo de Vera por não ajudar uma empresa que Ábalos queria favorecer.
As investigações continuam, e os desdobramentos podem impactar significativamente a política e a administração pública na Espanha.
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