- A direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu intervir na disputa pela presidência do diretório estadual de Minas Gerais.
- Uma nova votação foi agendada para o dia 13, após a impugnação da candidatura da deputada Dandara Tonantzin por inadimplência.
- O presidente interino do PT, senador Humberto Costa, criticou a judicialização do processo eleitoral, considerando-a inaceitável.
- A impugnação gerou descontentamento na cúpula do partido, que havia orientado os filiados a evitar ações judiciais.
- A situação interna do PT em Minas Gerais é tensa, com disputas entre alas do partido e a possibilidade de nova judicialização se não houver acordo.
A direção nacional do PT decidiu intervir na disputa pela presidência do diretório estadual de Minas Gerais, agendando uma nova votação para o próximo domingo, dia 13. A medida ocorre após a impugnação da candidatura da deputada Dandara Tonantzin, que foi contestada por inadimplência.
A decisão foi anunciada pelo presidente interino do partido, senador Humberto Costa, que criticou a judicialização do processo. Ele afirmou que essa estratégia é “completamente inaceitável” e que a intervenção busca garantir a celeridade nas eleições internas. O novo cronograma eleitoral foi publicado, centralizando a condução da votação no Diretório Nacional.
A impugnação de Dandara gerou descontentamento na cúpula do PT, que havia orientado os filiados a evitar ações judiciais. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) reconheceu a validade da impugnação, afirmando que a deputada não comprovou a regularização de sua dívida de campanha. O banco envolvido não reconheceu qualquer erro em relação ao pagamento.
Desdobramentos da Disputa
A intervenção da direção nacional ocorre em um momento delicado, com disputas internas entre alas do partido. Dandara, aliada do deputado Reginaldo Lopes, enfrenta a deputada estadual Leninha, que conta com o apoio da ministra da Igualdade Racial, Macaé Evaristo. Apesar da derrota judicial, aliados de Dandara tentam buscar uma solução política em reunião marcada para esta terça-feira.
Caso não haja acordo, a possibilidade de nova judicialização pode adiar ainda mais o processo eleitoral em Minas Gerais. Enquanto isso, o novo presidente nacional do PT já foi definido: Edinho Silva, que conquistou 73% dos votos apurados até agora, mesmo sem os votos mineiros, que representam cerca de 10% do colégio eleitoral do partido.
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