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Senado analisa projeto que flexibiliza regras de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal

Senado vota projeto que pode permitir aumento de despesas de pessoal ao excluir terceirização dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sessão plenária do Senado Federal, sob a presidência do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
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  • O Senado Federal pautou a votação de um projeto que pode flexibilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
  • A proposta exclui gastos com terceirização dos limites de despesas de pessoal.
  • A LRF, aprovada em 2000, estabelece que as despesas com pessoal não podem ultrapassar 60% da Receita Corrente Líquida para estados e municípios e 50% para a União.
  • Especialistas alertam que a mudança pode facilitar o aumento das despesas e contornar as restrições da LRF.
  • A votação foi adiada anteriormente devido a preocupações sobre o impacto nas contas públicas.

No dia 8 de outubro, o Senado Federal pautou a votação de um projeto que pode flexibilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao excluir gastos com terceirização dos limites de despesas de pessoal. A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados, é vista como uma ameaça ao controle fiscal, especialmente em um momento de tensões entre o governo e o Congresso.

A LRF, aprovada em 2000, estabelece limites rigorosos para as despesas com pessoal, que não podem ultrapassar 60% da Receita Corrente Líquida (RCL) para estados e municípios, e 50% para a União. O projeto, de autoria da deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), permite que gastos com terceirização não sejam contabilizados nesses limites, o que pode facilitar o aumento das despesas.

Especialistas alertam que a mudança pode abrir brechas para que estados e municípios contornem as restrições da LRF. Marcos Mendes, do Insper, afirma que a proposta flexibiliza o conceito de despesa de pessoal, permitindo interpretações amplas. Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, considera a medida problemática, pois pode incentivar o descontrole fiscal ao permitir que entes públicos contratem organizações do terceiro setor para escapar das penalizações.

A votação do projeto foi adiada anteriormente devido a preocupações sobre seu impacto nas contas públicas. O relator, Efraim Filho (União Brasil-PB), não se manifestou sobre as críticas. O Ministério da Fazenda e o Tesouro, responsáveis por definir as regras fiscais, também não responderam aos pedidos de informação. A discussão sobre a LRF continua a ser um tema sensível no cenário político brasileiro.

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