- Um vídeo manipulado está circulando nas redes sociais, usando a imagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para solicitar doações para uma criança chamada Lucas.
- A criança mostrada no vídeo é, na verdade, um garoto palestino chamado Osama Al-Ruqab, que sofre de desnutrição severa.
- O vídeo distorce declarações do deputado, que na gravação original fala sobre as eleições de 2024.
- A manipulação foi confirmada com uma probabilidade de 99,8% de adulteração por ferramentas especializadas.
- Este não é o primeiro caso de uso indevido da imagem de Nikolas Ferreira em campanhas fraudulentas.
Um vídeo manipulado digitalmente está circulando nas redes sociais, utilizando a imagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para simular um pedido de doações a um menino chamado Lucas, que supostamente sofre de uma doença rara. No entanto, a criança exibida nas imagens é, na verdade, um garoto palestino chamado Osama Al-Ruqab, que enfrenta desnutrição severa.
Na postagem original, Ferreira discute as eleições de 2024, mas o vídeo fraudulento distorce suas palavras para criar um apelo emocional. A mulher que aparece no vídeo afirma vender rifas para ajudar no tratamento do filho, alegando que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre os custos. O deputado, na gravação adulterada, sugere que doações de R$ 30 garantiriam um dia de vida para a criança, enquanto R$ 100 assegurariam uma semana de tratamento.
A análise do conteúdo realizada pelo UOL Confere revelou que o vídeo foi manipulado com 99,8% de probabilidade de adulteração, conforme indicado por ferramentas especializadas. Além disso, a busca reversa confirmou que a criança não é brasileira e que seu verdadeiro estado de saúde é muito mais grave do que o apresentado.
Este não é o primeiro caso em que a imagem de Nikolas Ferreira é utilizada em campanhas fraudulentas. Anteriormente, golpistas já haviam explorado sua imagem para arrecadar fundos para outras causas, como doações para crianças em Israel e uma menina com câncer raro. A assessoria do deputado não respondeu aos pedidos de comentário sobre o caso.
A viralização do vídeo enganoso já gerou mais de 169 mil curtidas no Instagram, evidenciando a rapidez com que desinformações podem se espalhar. Especialistas recomendam que vítimas de fraudes como essa registrem boletins de ocorrência e denunciem a situação aos órgãos competentes, como o Procon e as instituições financeiras.
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