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Justiça dos EUA amplia inquérito sobre Eduardo Bolsonaro e menciona Alexandre de Moraes

Justiça da Flórida cita ministro Alexandre de Moraes por alegações de censura, enquanto investigação sobre Eduardo Bolsonaro avança.

Foto: Reprodução
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  • A Justiça da Flórida citou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Trump Media & Technology Group e da plataforma Rumble, que o acusam de censura.
  • Moraes tem 21 dias para responder à citação, que foi protocolada em 7 de outubro. Se não responder, poderá ser julgado à revelia.
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) está acompanhando o processo e planeja intervenções em nome do Brasil.
  • O ministro prorrogou por 60 dias a investigação sobre Eduardo Bolsonaro, que é suspeito de tentar interferir na Justiça brasileira e promover sanções por parte do governo americano.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro é defendido por Donald Trump, que o considera alvo de “perseguição”, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma a soberania do Brasil.

A Justiça da Flórida emitiu uma nova citação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Trump Media & Technology Group e da plataforma Rumble. As empresas alegam que Moraes censurou conteúdos em redes sociais no Brasil. Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está em “autoexílio” nos EUA desde março de 2025 e é alvo de investigações por supostas tentativas de interferir na Justiça brasileira.

A citação foi protocolada no dia 7 de outubro e, segundo a Justiça da Flórida, Moraes tem 21 dias para responder. Caso não o faça, poderá ser julgado à revelia. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha o processo e está preparando intervenções em nome do Brasil. A ação busca indenização por danos à reputação e à receita das empresas, que afirmam que as ordens de Moraes violam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Enquanto isso, Moraes prorrogou por 60 dias a investigação sobre Eduardo Bolsonaro, que é suspeito de promover uma campanha para que o governo americano imponha sanções a autoridades brasileiras. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, solicitou que Eduardo seja investigado por ameaças e provocações ao governo dos EUA. O ministro Moraes assumiu a condução do caso, que inclui depoimentos de Eduardo e de outros envolvidos.

As ações em andamento refletem um cenário tenso entre Brasil e Estados Unidos, com o ex-presidente Jair Bolsonaro sendo defendido por Trump, que o considera vítima de “perseguição”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a soberania do Brasil, afirmando que o país não se submeterá a interferências externas.

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