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Martín Caparrós recebe título de doutor honoris causa e critica desigualdade na Argentina

Martín Caparrós critica o governo de Javier Milei durante homenagem na UBA e reflete sobre o futuro da Argentina.

Martín Caparrós, escritor e jornalista, em 8 de julho de 2025. (Foto: MARIANA NEDELCU)
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  • Martín Caparrós foi homenageado como doutor honoris causa pela Universidade de Buenos Aires (UBA).
  • Durante seu discurso, ele criticou o governo de Javier Milei, sem mencionar o nome do presidente.
  • Caparrós expressou sua preocupação com a situação política da Argentina e lamentou a transformação do país em um “país reacionário”.
  • Ele destacou a importância das instituições públicas e criticou a crescente agressividade na sociedade argentina.
  • Apesar do tom crítico, Caparrós encerrou com uma mensagem de esperança, incentivando novas tentativas de melhorar a sociedade.

Martín Caparrós, escritor e jornalista argentino, foi homenageado como doutor honoris causa pela Universidade de Buenos Aires (UBA) em um evento que reuniu amigos, familiares e admiradores. Durante seu discurso, Caparrós expressou sua preocupação com a atual situação política da Argentina sob o governo de Javier Milei, sem mencionar o nome do presidente.

“Sou um cobarde. Hui de meu fracasso, de nosso fracasso”, declarou Caparrós, que vive na Espanha há mais de doze anos. Ele refletiu sobre sua relação com a UBA, onde estudou e acompanhou seu pai, e destacou a importância das instituições públicas na história do país. O escritor lamentou a transformação da Argentina em um “país reacionário”, onde a normalização de comportamentos anormais se tornou comum.

O evento, realizado na Faculdade de Filosofia e Letras, contou com a presença do decano Ricardo Manetti, que elogiou a obra de Caparrós por sua capacidade de entrelaçar história e memória. O escritor Daniel Guebel, que fez a laudatio, comparou Caparrós ao francês Honoré de Balzac, ressaltando a diversidade temática e a profundidade de sua produção literária.

Caparrós também criticou a crescente agressividade na sociedade argentina, afirmando que o atual clima político se alimenta do ódio e do desprezo. “Me dói voltar a um país onde milhões de pessoas escolheram um virtual desquiciado”, afirmou, referindo-se à escolha popular por líderes que, segundo ele, não representam os interesses da população vulnerável.

Apesar do tom crítico, Caparrós encerrou seu discurso com uma mensagem de esperança, afirmando que, embora tenham fracassado, isso não deve impedir novas tentativas de melhorar a sociedade.

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