- O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou uma nova investigação sobre supostos desvios de emendas parlamentares, envolvendo o líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e outros deputados.
- A apuração é um desdobramento da operação da Polícia Federal (PF) que investiga o deputado Júnior Mano (PSB-CE) por direcionar recursos a licitações fraudulentas.
- O ministro Gilmar Mendes destacou a importância de investigar autoridades com foro privilegiado, incluindo Guimarães, Eunício Oliveira (MDB-CE) e Yury do Paredão (MDB-CE).
- Diálogos obtidos pela PF indicam um esquema de corrupção, com o ex-prefeito Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró, como operador, atualmente foragido.
- José Guimarães negou irregularidades e afirmou que não destinou emendas para os municípios mencionados nas investigações.
A nova investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciada nesta terça-feira (8), envolve o líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e outros deputados, com foco em supostos desvios de emendas parlamentares. A apuração é um desdobramento da operação da Polícia Federal (PF) que mira o deputado Júnior Mano (PSB-CE), acusado de direcionar recursos a licitações fraudulentas.
O ministro Gilmar Mendes, responsável pela decisão, destacou a necessidade de investigar a participação de autoridades com foro privilegiado, como Guimarães, Eunício Oliveira (MDB-CE) e Yury do Paredão (MDB-CE). Os nomes dos parlamentares surgiram em diálogos e documentos obtidos pela PF, que negam qualquer irregularidade. A investigação busca esclarecer a destinação e execução ilícitas de emendas parlamentares.
José Guimarães afirmou que não destinou emendas para os municípios mencionados nas investigações, como Choró (CE) e Canindé (CE). Ele ressaltou que a consulta ao Siafi comprova a ausência de emendas em 2024 e 2025. A PF investiga se as emendas destinadas a cidades cearenses financiaram campanhas eleitorais de aliados de Júnior Mano.
Detalhes da Investigação
Os diálogos analisados pela PF revelam um esquema de corrupção, onde o ex-prefeito Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró, é apontado como operador. Ele, atualmente foragido, teria mencionado em conversas a destinação de emendas a prefeituras em troca de propina, referindo-se a esses pagamentos como “pedágio” ou “imposto”.
Além disso, a PF investiga a atuação do grupo para favorecer empresas ligadas a operadores políticos por meio de transferências voluntárias. Em mensagens, Bebeto cita Guimarães e Eunício como parlamentares que teriam destinado recursos a municípios cearenses. A assessoria de Eunício defendeu a transparência em suas ações, enquanto Yury do Paredão também se posicionou, afirmando que seus recursos estão disponíveis no Portal da Transferência da Câmara dos Deputados.
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