- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviará uma nova carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
- A comunicação se deve ao descumprimento da meta de inflação por seis meses consecutivos.
- O documento será divulgado até as 18h do dia 10 de agosto e incluirá um cronograma para atingir a meta de 3%.
- A nova metodologia de meta contínua considera a meta descumprida quando a inflação se mantém fora do intervalo por seis meses.
- Apesar da queda nos preços dos alimentos, as pressões do setor de energia elétrica continuam a impactar os índices inflacionários.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, deve enviar uma nova carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, devido ao descumprimento da meta de inflação por seis meses consecutivos. O documento será divulgado até as 18h desta quinta-feira, 10, e apresentará um cronograma para reconduzir a inflação à meta de 3%.
A nova metodologia de meta contínua, adotada neste ano, estabelece que a meta é considerada descumprida quando a inflação se mantém fora do intervalo por seis meses seguidos. A inflação acumulada em 12 meses ultrapassou os 5% em junho, superando o teto do sistema de metas. Apesar da queda nos preços dos alimentos, as pressões do setor de energia elétrica não foram suficientes para estabilizar os índices.
Medidas a Serem Adotadas
O Banco Central detalhará as medidas já implementadas e as que ainda serão necessárias para garantir o cumprimento da meta. O regulamento vigente permite um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, tanto para mais quanto para menos. Esta não é a primeira vez que Galípolo se vê na obrigação de prestar esclarecimentos ao ministro. Após sua posse, em janeiro, ele já havia enviado um documento explicando o descontrole inflacionário da época.
A expectativa é que a nova carta traga não apenas uma análise da situação atual, mas também um plano de ação claro para os próximos meses. O cenário inflacionário continua a ser um dos principais desafios para a gestão econômica do país, exigindo atenção constante das autoridades monetárias.
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