- Tracey “Africa” Norman, a primeira modelo trans negra a ganhar destaque internacional, retorna aos holofotes aos 71 anos.
- Ela assinou um novo contrato de três anos com a agência The Muse e é a estrela de uma nova campanha da Clairol.
- Norman enfrentou discriminação e desafios ao longo de sua carreira, incluindo um afastamento após sua identidade de gênero ser revelada em 1980.
- Em 2016, a Clairol a convidou de volta, iniciando uma nova fase em sua vida profissional.
- Tracey reafirma sua identidade e resiliência, expressando gratidão e a luta contínua por reconhecimento e respeito.
Retorno Triunfal
Aos 71 anos, Tracey “Africa” Norman, a primeira modelo trans negra a ganhar destaque internacional, está de volta aos holofotes. Após décadas de apagamento, ela assinou um novo contrato de três anos com a agência The Muse e voltou a ser a estrela de uma campanha da Clairol, marca que a lançou nos anos 1970.
Norman, que se destacou em campanhas icônicas, como a coloração Born Beautiful, enfrentou discriminação e desafios ao longo de sua carreira. Em entrevista, ela relembra o medo constante de ser exposta por sua identidade de gênero. “Eu rezava antes de cada sessão de fotos: ‘Por favor, não deixe que este seja o dia’”, compartilha.
Superação e Reconhecimento
Sua carreira sofreu um golpe em 1980, quando foi revelada, resultando em um abrupto afastamento do mundo da moda. Apesar disso, Tracey nunca desistiu. Tornou-se uma figura influente na cena ballroom, liderando a House of Africa e acolhendo jovens LGBTQIA+ negros. “Ser mãe é diferente. Eu tratava [os membros da casa] como filhos de verdade”, afirma.
Em 2016, a Clairol a convidou de volta para uma campanha, marcando o início de uma nova fase em sua vida. Agora, com um contrato renovado e mais visibilidade, Norman expressa sua gratidão, mas também sua luta contínua. “Estou um pouco mais confortável porque recebo um cheque, mas nunca houve um momento em que eu não estivesse com medo de perder o teto sobre minha cabeça”, diz.
Uma Nova Era
Tracey Norman reafirma sua identidade e resiliência em um mundo que ainda impõe barreiras. “É muito bom estar de volta. E melhor ainda ser eu mesma”, conclui. Sua história é um testemunho de força e determinação, inspirando novas gerações a lutar por reconhecimento e respeito.
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