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França investiga manipulação de algoritmo da rede X para favorecer interferência externa

Justiça francesa investiga rede social X por manipulação de algoritmo que pode facilitar interferência estrangeira em suas operações.

Logotipo da X em um dispositivo móvel. (Foto: Jaap Arriens/NurPhoto/Getty Images)
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  • A Justiça francesa abriu uma investigação sobre a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.
  • A apuração envolve a suposta manipulação do algoritmo da plataforma para facilitar interferência estrangeira.
  • A investigação é conduzida pela Gendarmerie e apura dois delitos: alteração do funcionamento de um sistema de tratamento automatizado de dados em banda organizada e extração fraudulenta de dados de um sistema de tratamento automatizado em banda organizada.
  • O processo começou após a seção de cibercriminalidade da Fiscalía de Paris receber relatórios de um deputado e de um alto responsável de uma instituição pública em janeiro.
  • A procuradora Laure Beccuau não especificou o país de origem da suposta interferência nem mencionou o proprietário da X, Elon Musk.

A Justiça francesa abriu uma investigação sobre a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, por suposta manipulação de seu algoritmo para facilitar a injeção de interferência estrangeira. A informação foi divulgada pela Fiscalia de Paris nesta sexta-feira.

A investigação foi atribuída à Gendarmerie e apura dois delitos: alteração do funcionamento de um sistema de tratamento automatizado de dados em banda organizada e extração fraudulenta de dados de um sistema de tratamento automatizado em banda organizada. O processo teve início após a seção de cibercriminalidade da Fiscalía receber, em 12 de janeiro, relatórios de um deputado e de um alto responsável de uma instituição pública francesa.

Os documentos mencionavam o uso do algoritmo da plataforma com fins de interferência externa. Após verificações e coleta de informações de pesquisadores franceses, a Fiscalía decidiu, na última quarta-feira, formalizar a investigação. O comunicado, assinado pela procuradora Laure Beccuau, não especifica o país de origem da suposta interferência nem menciona o proprietário da X, Elon Musk.

A situação ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre a gestão da plataforma, especialmente após a aquisição por Musk, que já enfrentou críticas por suas políticas de conteúdo. A investigação pode ter implicações significativas para a operação da rede social na França e sua reputação global.

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