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Governo de SC defende respostas construtivas ao aumento de tarifas de Trump

Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, evita críticas a tarifa de Trump e destaca a importância da diplomacia nas relações comerciais.

Jorginho Mello, governador de Santa Catarina (Foto: Willian Volcov / Valor)
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  • O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, não se manifestou após o anúncio de Donald Trump sobre uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras.
  • Mello havia elogiado Trump anteriormente, apoiando sua defesa de Jair Bolsonaro contra Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O governo catarinense emitiu uma nota defendendo a diplomacia e a necessidade de respostas construtivas do Brasil.
  • A nota destacou a importância de Santa Catarina nas relações comerciais com os Estados Unidos, especialmente nos setores industrial e do agronegócio.
  • Aliados de Bolsonaro sugerem que Mello teme repercussões por não criticar a medida de Trump.

Quase 48 horas após o anúncio de Donald Trump sobre a tarifa de 50% sobre importações brasileiras, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, não se manifestou publicamente. O silêncio do governador é notável, especialmente após ele ter elogiado Trump nas redes sociais, concordando com sua defesa de Jair Bolsonaro contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resposta ao tarifaço, o governo catarinense divulgou uma nota oficial, enfatizando a importância da diplomacia. O comunicado destacou que “medidas que impactam nossas exportações exigem respostas construtivas por parte do Brasil” e sugeriu que é “hora de agir com diplomacia e assertividade”. A nota também ressaltou o papel estratégico de Santa Catarina nas relações comerciais com os Estados Unidos, especialmente nos setores industrial e do agronegócio.

Aliados de Bolsonaro especulam que Mello pode estar receoso das repercussões de sua posição, dado que evitou criticar a medida de Trump. A nota do governo não mencionou diretamente o presidente americano, mas reafirmou o compromisso com os interesses catarinenses. O governador, que havia celebrado a posse de Trump, agora enfrenta um dilema sobre como se posicionar diante de uma medida que pode afetar gravemente as exportações do estado.

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