- Um homem foi morto por policiais militares na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na tarde de 10 de agosto.
- Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, estava desarmado e com as mãos para cima quando foi atingido por tiros de dois agentes.
- As câmeras corporais dos policiais registraram a ação, resultando na prisão dos envolvidos.
- Durante a operação, a PM encontrou uma grande quantidade de drogas e dinheiro na casa onde Santos e outros homens se refugiaram.
- A dona da casa e testemunhas contestaram a versão da polícia, que alegou que Santos e os outros suspeitos reagiram à abordagem.
Um homem foi morto por policiais militares na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na tarde de quinta-feira (10). Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, estava desarmado e com as mãos para cima quando foi atingido por tiros disparados por dois agentes. As imagens das câmeras corporais dos policiais, que estavam ligadas, mostraram a ação e levaram à prisão dos envolvidos.
Durante a operação, que visava prender suspeitos de tráfico de drogas, Santos e outros três homens invadiram uma casa para escapar da perseguição policial. A PM encontrou uma grande quantidade de drogas, incluindo 595 porções de maconha, 521 de cocaína e 208 de crack, além de R$ 1.300 em dinheiro. Moradores relataram que a situação se intensificou quando outros policiais já haviam controlado a situação, mas dois agentes entraram no quarto atirando.
A atualização do sistema das câmeras, que permite gravações retroativas, foi crucial para a investigação. A Polícia Militar afirmou que Santos e os outros suspeitos reagiram à abordagem, mas a versão é contestada por testemunhas. A dona da casa negou as acusações de envolvimento com atividades ilícitas.
A cuidadora de crianças Andrea Menezes, de 42 anos, estava no trabalho quando recebeu a notícia da invasão em sua casa. Ao chegar, encontrou o quarto ensanguentado e marcas de bala nas paredes. Ela expressou seu desejo de deixar a favela, afirmando que a situação a deixou em choque e sem dormir. Andrea acredita que a ação policial poderia ter sido conduzida de forma diferente, evitando a tragédia.
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