- O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras.
- O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) criticou a medida, considerando-a um retrocesso nas relações bilaterais.
- O Cebri afirmou que as alegações sobre a balança comercial são baseadas em informações incorretas.
- A organização destacou que a interferência em assuntos internos do Brasil é indevida e que as constituições dos dois países garantem a independência dos poderes.
- Apesar da situação, o Cebri defendeu a continuidade do diálogo e a resolução de controvérsias por meio de canais diplomáticos.
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, gerando preocupações no Brasil. O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) criticou a medida, considerando-a um retrocesso nas relações bilaterais, que historicamente se baseiam em amizade e cooperação.
Em comunicado, o Cebri expressou perplexidade com o tom “agressivo e desproporcional” da correspondência de Trump. O think tank destacou que as alegações sobre a balança comercial são baseadas em informações incorretas. A organização também apontou que a tentativa de condicionar decisões comerciais a questões da política interna brasileira é uma interferência indevida em assuntos de um Estado soberano.
O Cebri ressaltou que tanto a Constituição dos EUA quanto a do Brasil consagram a independência dos três poderes. “Não cabe ao Poder Executivo interferir em matérias exclusivas do Poder Judiciário”, afirmou a instituição. A nota também contestou a afirmação de Trump sobre um déficit na balança comercial, esclarecendo que, nos últimos 15 anos, os EUA tiveram um superávit de US$ 410 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil.
Apesar da gravidade da situação, o Cebri defendeu que o Brasil deve permanecer aberto ao diálogo. A organização enfatizou a importância de resolver controvérsias por meio de canais diplomáticos, com respeito mútuo e fundamentação em dados confiáveis, preservando o multilateralismo e o direito internacional.
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