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Celsinho da Vila Vintém enfrenta nova derrota em processo judicial

Celsinho da Vila Vintém, líder da Amigos dos Amigos, busca aliança com milicianos e Comando Vermelho para expandir domínio no crime.

Celsinho da Vila Vintém volta a ser preso (Foto: Reprodução)
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  • Celsinho da Vila Vintém, cofundador da facção Amigos dos Amigos (ADA), teve seu habeas corpus negado em 11 de julho.
  • Ele está preso desde maio e é investigado por tentar formar uma aliança com o Comando Vermelho e milicianos da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
  • A decisão foi tomada pela desembargadora Adriana Melo, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.
  • Celsinho e o miliciano André Costa Rodrigues, conhecido como Boto, possuem mandados de prisão por associação ao tráfico.
  • As investigações indicam que Celsinho pretendia usar a Vila Vintém como base para atacar milicianos rivais, apesar de alegar atuar como empresário no ramo da carne suína.

Celsinho da Vila Vintém, um dos fundadores da facção Amigos dos Amigos (ADA), teve seu habeas corpus negado nesta sexta-feira, 11 de julho. Ele está preso desde maio e é alvo de investigações por tentar formar uma aliança com o Comando Vermelho e milicianos da Zona Oeste do Rio de Janeiro, visando expandir seu domínio no crime organizado.

A decisão foi proferida pela desembargadora Adriana Melo, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Celsinho, junto com o miliciano André Costa Rodrigues, conhecido como Boto, e Edgar Alves de Andrade, o Doca, possui mandados de prisão por associação ao tráfico. Apenas Celsinho e Boto estão atualmente detidos.

Celsinho foi preso em 8 de maio, após ter sua prisão decretada pela 2ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá. Ele é considerado o principal líder da ADA, que co-fundou com Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, falecido em uma rebelião em 2002. As investigações indicam que Celsinho estava articulando uma aliança com o Comando Vermelho, tradicional rival da ADA, e com Boto, para expandir seus territórios em áreas dominadas por outras milícias.

De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a estratégia de Celsinho incluía permitir que seus novos aliados utilizassem a Vila Vintém como base para atacar milicianos rivais. Apesar de ter sido solto em 2022 e alegar atuar como empresário no ramo da carne suína, a polícia afirma que Celsinho nunca abandonou suas atividades criminosas.

Com um histórico criminal que inclui prisões desde 1990, Celsinho é reconhecido como um articulador no submundo do crime. Ele sobreviveu a uma rebelião em 2002, que foi comandada por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do Comando Vermelho. As investigações continuam, e a polícia está atenta aos desdobramentos dessa nova aliança no cenário do crime organizado no Rio de Janeiro.

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