- A banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo sofreu censura durante um show em São Paulo na sexta-feira, 11.
- O grupo homenageou a Palestina, projetando bandeiras e mensagens, mas teve a projeção cortada e o som interrompido pela organização do evento.
- A vocalista Sophia Chablau pediu a restauração da imagem, mas a solicitação foi ignorada.
- Após a indignação do público, o som foi cortado e houve ameaça de multa, apesar de o contrato não prever restrições.
- A banda lamentou a situação, afirmando que manifestar apoio à Palestina não é crime no Brasil e que seu show sempre teve um caráter político.
A banda Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo enfrentou um episódio de censura durante um show em São Paulo na última sexta-feira, 11. O grupo, conhecido por seu engajamento político e por abordar temas sociais em suas apresentações, homenageou a Palestina, mas teve sua projeção cortada e o som interrompido pela organização do evento.
Durante a apresentação, a banda projetou bandeiras da Palestina e de outros países do Sul Global. Após o corte da projeção, a vocalista Sophia Chablau solicitou que a imagem fosse restabelecida, mas a organização não atendeu ao pedido. Em um comunicado, a banda relatou que, após insistências e a indignação do público, o som foi cortado e houve a ameaça de multa. O grupo destacou que o contrato não previa restrições e que manifestar apoio à Palestina não é crime no Brasil.
Sophia Chablau expressou a frustração da banda, afirmando que o que ocorreu na “semana do rock” vai contra os princípios do gênero, que é caracterizado pela insubmissão e transgressão. A banda lamentou a situação, ressaltando que seu show sempre teve um caráter político e que estavam emocionados por tocar para o público. A apresentação, que deveria incluir sete músicas, foi reduzida a apenas duas.
Nas redes sociais, vídeos da apresentação mostram as projeções da bandeira da Palestina e mensagens de boicote a Israel, evidenciando a intenção da banda de se posicionar sobre questões sociais e políticas. O incidente gerou repercussão e levantou discussões sobre liberdade de expressão e censura em eventos culturais.
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