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Eduardo deve retornar até dia 20 para garantir continuidade no mandato

Eduardo Bolsonaro enfrenta risco de perder mandato por acúmulo de faltas se não retornar ao Brasil até 20 de outubro.

Eduardo Bolsonaro (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
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  • Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está com licença desde março, alegando perseguição política. A licença termina em 20 de outubro.
  • Se não retornar ao Brasil, ele poderá perder o mandato por acúmulo de faltas.
  • O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) protocolaram pedidos de prisão e cassação, acusando-o de traição e de influenciar sanções contra o Brasil.
  • O líder da bancada do PT, Lindbergh Farias, solicitou a prisão preventiva de Eduardo, alegando “alta traição à pátria”.
  • O Psol também pediu a cassação no Conselho de Ética, afirmando que ele cooperou com o governo dos Estados Unidos contra os interesses do Brasil.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está com licença desde março, alegando perseguição política. Essa licença termina no próximo domingo, 20 de outubro. Caso não retorne ao Brasil, ele poderá perder o mandato por acúmulo de faltas.

A Câmara dos Deputados informa que o afastamento para tratar de assuntos pessoais tem um limite de 120 dias, sem possibilidade de prorrogação. O parlamentar é acusado por opositores de influenciar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o que gerou pedidos de prisão e cassação de seu mandato.

O líder da bancada do PT, Lindbergh Farias, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva de Eduardo, alegando “alta traição à pátria”. O pedido está relacionado a um inquérito que investiga a atuação do deputado nos EUA contra autoridades brasileiras, especialmente ministros do STF.

Acusações e Consequências

O Psol também protocolou um pedido de cassação no Conselho de Ética, acusando Eduardo de cooperar com o governo Trump contra os interesses do Brasil. A representação afirma que o deputado “orquestrou e comemorou sanções econômicas” impostas ao país, utilizando sua posição para pressionar o Judiciário e sabotar instituições democráticas.

A perda do mandato, se ocorrer, será declarada pela Mesa da Câmara, podendo ser por iniciativa própria ou após provocação de qualquer deputado ou partido. Embora o não retorno não seja punível por si só, o Código de Ética prevê sanções em casos de descumprimento dos deveres do cargo. Eduardo não se manifestou sobre as acusações até o momento.

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