- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que o governo processará o advogado Jeffrey Lichtman por difamação.
- Lichtman representa Ovidio Guzmán, filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán, e fez acusações de corrupção contra o governo mexicano.
- As declarações ocorreram durante a audiência de Guzmán em Chicago, onde ele se declarou culpado de narcotráfico.
- Sheinbaum criticou a incoerência do governo dos Estados Unidos ao classificar cartéis mexicanos como organizações terroristas, enquanto negocia com seus membros.
- O processo contra Lichtman será conduzido pela Consejería Jurídica da Presidência, sob a liderança de Ernestina Godoy.
Claudia Sheinbaum, presidente do México, anunciou que o governo processará o advogado Jeffrey Lichtman por difamação. As declarações de Lichtman, que representa Ovidio Guzmán, filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán, acusam o governo de corrupção e o vinculam ao narcotráfico.
As acusações surgiram durante a audiência de Guzmán em Chicago, onde ele se declarou culpado de narcotráfico e firmou um acordo com a Justiça americana. Lichtman chamou Sheinbaum de “braço de relações públicas de uma organização narcotraficante”, o que levou a presidente a afirmar que “não se pode deixar passar” tais afirmações.
O caso de Ovidio Guzmán, que foi preso em janeiro de 2023, está cercado de polêmicas, especialmente após a morte de dez militares durante sua captura. Sheinbaum criticou a falta de coerência da administração americana, questionando como os Estados Unidos classificam os cartéis mexicanos como organizações terroristas, enquanto negociam com seus membros.
O pacto de Guzmán com as autoridades americanas inclui fornecer informações sobre laboratórios e rotas de tráfico, além de possíveis vínculos com políticos e militares. Em troca, a defesa busca uma pena menor que a prisão perpétua. Lichtman considerou “absurda” a ideia de que o governo dos EUA poderia negociar com o México sobre decisões legais.
O caso do general Salvador Cienfuegos, ex-secretário de Defesa, também é mencionado, pois sua detenção em 2020 gerou um conflito diplomático. Cienfuegos foi trazido de volta ao México e exonerado, o que Sheinbaum considera uma evidência de sua inocência. A presidente pediu que a Procuradoria Geral da República esclareça os detalhes do caso.
Sheinbaum reafirmou que seu governo está comprometido em pacificar o país e que não mantém relações com organizações criminosas. O processo contra Lichtman será conduzido pela Consejería Jurídica da Presidência, sob a liderança de Ernestina Godoy.
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