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Guerra às drogas aumenta lucros do narcotráfico, afirma ex-presidente colombiano

Juan Manuel Santos alerta para o aumento da violência na Colômbia e na América Latina devido à ineficácia do acordo de paz e à guerra às drogas.

Ex-presidente da Colômbia e vencedor do Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, em um evento em Washington, nos Estados Unidos (Foto: Kayla Bartkowski - 28.jan.25/Getty Images via AFP)
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  • Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia e vencedor do Nobel da Paz em 2016, defende a descriminalização do consumo de drogas.
  • Ele critica a falta de implementação do acordo de paz com as Farc, que contribuiu para o aumento da violência e do poder dos cartéis.
  • Santos participou de eventos da Comissão Global sobre Políticas para as Drogas em Londres, onde destacou o crescimento da produção e consumo de drogas.
  • O ex-presidente afirmou que a guerra às drogas é uma batalha perdida e que a criminalização fortalece os cartéis.
  • Ele também criticou a proposta “Paz Total” do governo colombiano, que busca acordos com organizações criminosas sem um plano claro.

Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia e laureado com o Nobel da Paz em 2016, defende a descriminalização do consumo de drogas e critica a falta de implementação do acordo de paz com as Farc. Ele argumenta que essa ineficácia contribuiu para o aumento da violência e do poder dos cartéis na Colômbia e na América Latina.

Recentemente, Santos participou de eventos da Comissão Global sobre Políticas para as Drogas em Londres, onde destacou o crescimento da produção e consumo de drogas, conforme apontado no relatório da ONU sobre o tema. Ele enfatizou que a guerra às drogas é uma batalha perdida, e que a criminalização apenas fortalece os cartéis.

O ex-presidente lembrou que o acordo de paz previa políticas para evitar a violência atual, mas os governos que o sucederam não implementaram as medidas necessárias. Santos afirmou que a violência atual é resultado de uma luta entre grupos criminosos pelo controle territorial, motivados pelo lucro e não por questões políticas.

A Nova Geopolítica das Drogas

Santos observou que, enquanto os cartéis colombianos perderam espaço para os mexicanos, a situação se agravou com a sofisticação e a colaboração entre os cartéis em toda a América Latina. Ele ressaltou que o crime organizado é o principal problema da região, exigindo uma colaboração entre os países para combatê-lo.

O ex-presidente também criticou a atual proposta do governo colombiano, chamada de “Paz Total”, que busca fazer acordos com organizações criminosas sem um plano claro. Para ele, isso apenas permite que os grupos ganhem mais poder e controle.

Desafios da Descriminalização

Santos reconheceu que a descriminalização da posse de drogas, como a maconha, não é a causa do aumento da violência, mas sim a falta de efetividade do Estado no combate aos cartéis. Ele alertou que a regulamentação do comércio de drogas é uma necessidade urgente, especialmente com o surgimento de novas substâncias sintéticas.

Além disso, o ex-presidente destacou a importância de um controle eficiente do financiamento político para evitar a infiltração de dinheiro ilegal nas campanhas. Santos concluiu que a luta contra o crime organizado e a regulação do mercado de drogas são questões que precisam ser abordadas de forma prática e colaborativa entre os países da região.

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