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PGR revela que ‘churrasco’ era codinome em golpe investigado pelo STF

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Jair Bolsonaro e aliados por incitação à insurreição e organização criminosa armada.

Tenente-coronel Mauro Cid, durante interrogatório no STF (Foto: Gustavo Moreno/STF/09-06-2025)
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  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um parecer sobre um suposto golpe de Estado no Brasil, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
  • O documento, com mais de quinhentas páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e revela o uso do codinome “churrasco” em comunicações sobre o golpe.
  • As mensagens indicam que “churrasco” se referia a contribuições financeiras para manifestações antidemocráticas, com a participação de Mauro Cid e Mário Fernandes.
  • O procurador-geral Paulo Gonet pediu a condenação de Bolsonaro e outros seis réus por incitação à insurreição, destacando a articulação consciente para desestabilizar a democracia.
  • As acusações incluem organização criminosa armada e golpe de Estado, com ênfase na responsabilidade de Bolsonaro pela disseminação de notícias falsas e ataques às instituições.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um parecer revelador sobre um suposto golpe de Estado no Brasil, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. O documento, com mais de 500 páginas, foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) e destaca o uso de “churrasco” como codinome em comunicações entre os envolvidos.

As mensagens indicam que o termo se referia a contribuições financeiras para manifestações antidemocráticas. O tenente-coronel Mauro Cid e o general Mário Fernandes estão entre os citados. Um dos participantes, Aparecido Andrade Portela, questionou Cid sobre a realização do “churrasco”, evidenciando a seriedade da articulação.

Codinomes Reveladores

Além de “churrasco”, outros codinomes foram utilizados nas conversas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva era chamado de “Jeca”, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin era referido como “Joca”. O documento menciona ainda um quarto alvo, identificado como “Juca”, cuja identidade permanece desconhecida. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, era chamado de “professora”.

O procurador-geral Paulo Gonet pediu a condenação de Bolsonaro e outros seis réus, afirmando que as evidências demonstram que o ex-presidente atuou de forma sistemática para incitar a insurreição. Gonet destacou que as ações de Bolsonaro não foram apenas reativas, mas parte de uma articulação consciente para fomentar a violência e desestabilizar a democracia.

Ação Judicial

As acusações contra os réus incluem organização criminosa armada e golpe de Estado. A PGR enfatiza que Bolsonaro foi o principal responsável pela disseminação de notícias falsas e ataques às instituições. O parecer reforça a necessidade de responsabilização dos envolvidos pelos crimes descritos na denúncia, evidenciando a gravidade das ações que ameaçaram a ordem democrática no Brasil.

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