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Racha no PCC: áudios revelam disputa entre Vida Loka e Marcola

Racha no PCC se intensifica após acusações de traição entre líderes, ameaçando a estrutura da facção criminosa.

O crime de São Paulo não merecia passar por essa vergonha. (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • Abel Pacheco, conhecido como Vida Loka, acusou Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), de entregar Roberto Soriano, o Tiriça, à polícia.
  • As acusações geraram um racha na facção criminosa, que já enfrenta tensões internas.
  • Áudios divulgados indicam que Marcola responsabilizou Tiriça por assassinatos em um presídio federal.
  • Tiriça negou as acusações e afirmou ter rompido com o PCC, mas não se considera inimigo da facção.
  • A divisão entre os membros do PCC é clara, com muitos ainda apoiando Marcola, enquanto outros, como Vida Loka e Andinho, se opõem a ele.

Abel Pacheco, conhecido como Vida Loka, fez acusações graves contra Marcola, líder do PCC, afirmando que ele entregou Roberto Soriano, o Tiriça, à polícia. Este conflito interno está provocando um racha na facção criminosa, que se originou em presídios paulistas e se expandiu internacionalmente.

A tensão aumentou após a divulgação de áudios que sugerem que Marcola responsabilizou Tiriça por assassinatos em um presídio federal. A gravação, datada de 2022, mostra Marcola conversando com o chefe de segurança do Presídio Federal de Porto Velho, insinuando que Tiriça seria o responsável por mortes de funcionários penais federais. Em resposta, Tiriça negou as acusações e afirmou ter rompido com o PCC, embora ainda não se considere inimigo da facção.

A divisão entre os membros do PCC é evidente. Enquanto uma parte dos líderes, incluindo Vida Loka e Andinho, se opõe a Marcola, a maioria dos integrantes “na rua” continua a apoiá-lo. Marcola, que já cumpre mais de 300 anos de prisão por diversos crimes, se defende das acusações, alegando que está sendo caluniado. Tiriça, por sua vez, declarou em juízo: “Eu não sou inimigo do PCC. Eu sou inimigo do Marcola”.

A situação se complica ainda mais com a revelação de que Claudemir Guabiraba, ex-líder do PCC no Paraná, admitiu ter dado a ordem para assassinatos de dentro de um presídio estadual. O Ministério Público Federal aponta Tiriça como mandante de ambas as execuções, o que ele nega veementemente. A crise interna do PCC continua a se desdobrar, com repercussões que podem afetar a estrutura da facção.

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