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Condomínio em Jacarepaguá afunda e se torna local de desova de corpos, dizem moradores

Prédios abandonados em Rio das Pedras enfrentam afundamento e se tornam local de crimes, gerando pedidos urgentes de demolição.

Conjunto Residencial Delfin Imobiliária, em Jacarepaguá: 15 prédios chegaram a ser construídos e estão abandonados (Foto: Márcia Foletto)
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  • O megaempreendimento da Delfin Imobiliária, iniciado em mil novecentos e setenta e sete, permanece inacabado em Rio das Pedras, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
  • Os quinze prédios de dez andares estão afundando em uma área de turfa e se tornaram um ponto de desova de corpos, com milícias utilizando o local como cemitério clandestino.
  • As obras foram interrompidas na década de mil novecentos e oitenta, e em mil novecentos e noventa e um, apenas novecentas e oitenta e duas unidades estavam prontas, mas sem habite-se.
  • Moradores relatam que os prédios estão em estado crítico, com o primeiro andar já submerso, e pedem a demolição das estruturas.
  • A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que o imóvel é de propriedade privada e não possui licença válida.

Prédios abandonados da Delfin Imobiliária se tornam foco de problemas em Rio das Pedras

Um megaempreendimento da Delfin Imobiliária, iniciado em 1977, permanece inacabado e em estado de abandono em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os 15 prédios de dez andares, que deveriam abrigar 16 mil unidades, estão afundando em uma área de turfa, e a situação se agrava com o uso do local por milícias como cemitério clandestino.

As obras do projeto foram interrompidas na década de 1980, quando o então proprietário, Ronald Levinsohn, alegou a falta de apoio do extinto Banco Nacional de Habitação (BNH). Em 1991, apenas 982 unidades estavam prontas, mas sem habite-se, e começaram a ser ocupadas por moradores da região. A ocupação, que chegou a abrigar seis mil pessoas, ocorreu em meio à falta de infraestrutura básica, como água e energia elétrica.

Atualmente, a situação é alarmante. Moradores relatam que os prédios estão afundando, com o primeiro andar já submerso na terra. Um residente afirmou que, em duas décadas, a estrutura pode desaparecer completamente. O arquiteto Sérgio Magalhães destacou que a construção em área de turfa inviabiliza a instalação de serviços essenciais, comparando-a a outros casos de afundamento na região.

Além do abandono, o local se tornou um ponto de desova de corpos, com a Polícia Civil investigando a situação. Em 2023, três corpos foram encontrados, e a Delegacia de Descoberta de Paradeiros está em busca de informações sobre os responsáveis. Moradores pedem a demolição dos prédios, que se tornaram um símbolo de descaso e insegurança na comunidade.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que o imóvel é de propriedade privada e não possui licença válida. A incerteza sobre o futuro do local continua, enquanto a comunidade de Rio das Pedras enfrenta os desafios impostos pela presença desse “elefante branco”.

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