- O ministro Luís Felipe Salomão requisitou esclarecimentos a juízes e uma servidora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) sobre conflitos de interesse em um processo que resultou na paralisação da Pedreira BritaFoz, em Foz do Iguaçu.
- O prazo para as explicações é de quinze dias e envolve a servidora Maria Augusta Ciavatta Ferreira, os juízes Rony Ferreira e Sérgio Luis Ruivo Marques, e o desembargador Antônio Bonat.
- O juiz Rony Ferreira manifestou desconforto com o barulho das explosões da pedreira, que fica próxima ao seu condomínio.
- O juiz Sérgio Ruivo concedeu uma liminar que suspendeu as atividades da pedreira, decisão que se manteve por mais de cinco anos.
- A Associação Paranaense dos Juízes Federais (APAJUFE) defendeu a integridade dos magistrados e afirmou que a apuração sobre a pedreira começou em 2009, antes da compra de imóvel por Rony Ferreira na região.
O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Federal, requisitou esclarecimentos a juízes e uma servidora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) sobre possíveis conflitos de interesse em um processo que resultou na paralisação da Pedreira BritaFoz, em Foz do Iguaçu. A determinação foi motivada por revelações sobre relações de parentesco e a condução do caso, conforme reportado anteriormente.
Salomão estabeleceu um prazo de quinze dias para que a servidora Maria Augusta Ciavatta Ferreira, os juízes Rony Ferreira e Sérgio Luis Ruivo Marques, e o desembargador Antônio Bonat apresentem suas explicações. O juiz Rony Ferreira, da 2ª Vara Federal, havia expressado desconforto com o barulho das explosões da pedreira, localizada próxima ao seu condomínio. O juiz Sérgio Ruivo, da 1ª Vara Federal, concedeu uma liminar que suspendeu as atividades da pedreira, decisão que perdurou por mais de cinco anos.
A servidora Maria Augusta, casada com Rony Ferreira, atuou no processo que levou à paralisação da pedreira. Além disso, o desembargador Bonat é casado com a irmã de Rony, o que levanta questões sobre a imparcialidade nas decisões. A liminar foi confirmada por um colegiado do TRF4 em fevereiro de 2025, com votos contrários à pedreira de dois desembargadores proeminentes da Lava Jato.
A Associação Paranaense dos Juízes Federais (APAJUFE) defendeu a integridade dos magistrados, afirmando que o procedimento de apuração sobre a pedreira começou em 2009, antes da aquisição de imóvel por Rony Ferreira na região. A associação também repudiou insinuações sobre relações impróprias entre os juízes e a condução do processo, reafirmando a confiança na ética e profissionalismo dos envolvidos.
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