- O aumento das chamadas de emergência em Ibiza, especialmente por uso de drogas em boates, está sobrecarregando o serviço público de ambulâncias.
- Durante a alta temporada, mais de um quarto das chamadas é relacionado a festas, afetando os 160 mil residentes permanentes da ilha.
- O sindicato local de técnicos de saúde alerta que a situação pode levar ao colapso do sistema.
- As boates são obrigadas a ter profissionais de saúde, mas o sindicato pede que contratem ambulâncias privadas para aliviar a carga do sistema público.
- A situação em Ibiza reflete um problema maior na Europa, onde o turismo de massa gera tensões em várias cidades.
As chamadas de emergência em Ibiza, especialmente relacionadas ao uso de drogas em boates, estão sobrecarregando o serviço público de ambulâncias da ilha. Durante a alta temporada, mais de um quarto das chamadas é para festas, o que gera pressão sobre os recursos destinados aos 160 mil residentes permanentes. O sindicato local de técnicos de saúde alerta que a situação pode levar ao colapso do sistema.
Pablo Roig, técnico de ambulância, relata que há dias em que a equipe mal tem tempo para uma pausa. “Às vezes, precisamos ir à mesma boate várias vezes numa única noite,” afirma José Manuel Maroto, representante do sindicato. O aumento dos preços de entrada nas boates e a oferta de drogas experimentais baratas têm contribuído para essa crise. Ingressos para as chamadas “superboates” podem custar mais de 100 euros, enquanto as bebidas chegam a 25 euros cada.
As drogas, embora ilegais, são amplamente utilizadas, incluindo ecstasy, cocaína e ketamina. Maroto destaca que os profissionais de saúde tentam prever quais substâncias estarão em alta a cada verão, mas a situação é um “jogo de gato e rato”. Normalmente, oito ambulâncias operam na ilha, atendendo cerca de 70 chamadas por noite, muitas delas envolvendo pacientes inconscientes, o que exige resposta rápida.
Pressão sobre os Serviços Públicos
Os moradores frequentemente reclamam das longas esperas por ambulâncias, especialmente durante o verão. Uma reportagem da Televisión Española revelou que muitos residentes se sentem frustrados com a situação. O serviço de saúde do governo das Ilhas Baleares, responsável por Ibiza, não comentou sobre o problema.
As boates são obrigadas a ter profissionais de saúde, mas o sindicato exige que contratem ambulâncias privadas para aliviar a carga sobre o sistema público. “É injusto que boates que lucram milhões joguem esse problema nas costas do sistema público,” afirma Maroto. A Amnesia Ibiza e a Pacha, duas das maiores boates, alegam que têm profissionais de saúde preparados e que raramente chamam ambulâncias públicas.
A situação em Ibiza reflete um fenômeno mais amplo na Europa, onde o turismo de massa tem gerado tensões em várias cidades, com protestos contra a pressão sobre os serviços públicos e o aumento do custo de vida.
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