- Novos documentos revelam que a CIA monitorou Lee Harvey Oswald antes do assassinato de John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963.
- A agência negou conhecimento das atividades de Oswald por mais de 60 anos, mas informações recentes contradizem essa afirmação.
- George Joannides, agente da CIA, estava ciente das ações pró-Castro de Oswald e supervisionava um grupo anticastrista em Miami.
- Os documentos indicam que a CIA obstruiu investigações sobre Oswald e não revelou a identidade de Joannides em investigações anteriores.
- Especialistas acreditam que a agência pode ter encoberto informações para proteger seus interesses, aumentando a pressão para a divulgação de todos os documentos relacionados ao caso.
Novos documentos revelam que a CIA monitorou Lee Harvey Oswald antes do assassinato de JFK
A CIA, por mais de 60 anos, negou ter conhecimento das atividades de Lee Harvey Oswald antes do assassinato do presidente John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963. Contudo, novos documentos obtidos por uma força-tarefa da Câmara dos Representantes contradizem essa afirmação, levantando questões sobre um possível encobrimento da agência.
Os arquivos revelam que George Joannides, um agente da CIA em Miami, estava ciente das atividades pró-Castro de Oswald. Joannides supervisionava um grupo de estudantes cubanos, conhecido como DRE, que se opunha a Fidel Castro e tinha como missão desarticular grupos que apoiavam o regime cubano. O DRE teve confrontos com Oswald três meses antes do assassinato, quando ele se ofereceu para ajudar a infiltrar-se em seu grupo.
A CIA sempre negou qualquer envolvimento com Oswald ou o DRE. No entanto, documentos recentes mostram que Joannides utilizava o pseudônimo “Howard” e que a agência não revelou sua identidade em investigações anteriores, incluindo a Comissão Warren, em 1964. A força-tarefa, liderada pela presidente Anna Paulina Luna, busca reexaminar os arquivos da CIA, resultando em descobertas significativas sobre Joannides.
Implicações das novas revelações
Os documentos também indicam que a CIA obstruiu investigações sobre Oswald. Joannides foi elogiado em 1981 por seu trabalho com grupos cubanos e por sua atuação durante as investigações sobre o assassinato. Jefferson Morley, pesquisador do caso, afirma que as novas informações mudam o ônus da prova, sugerindo que a verdade sobre Oswald e a CIA ainda está sendo ocultada.
Embora não haja evidências diretas de que a CIA estivesse envolvida no assassinato, muitos especialistas acreditam que a agência pode ter encoberto informações para proteger seus interesses. Rolf Mowatt-Larssen, ex-agente da CIA, sugere que elementos rebeldes dentro da agência podem ter operado sem o conhecimento da liderança, criando uma possível conspiração.
As revelações sobre Joannides são consideradas as mais importantes até agora, e a pressão para que a CIA divulgue todos os documentos relacionados ao caso JFK aumenta, à medida que novas evidências emergem e a história do assassinato se torna cada vez mais complexa.
Entre na conversa da comunidade