Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PGR denuncia Bolsonaro por divulgação imprópria de inquérito sigiloso no STF

Procuradoria-Geral da República indica reabertura de inquérito contra Jair Bolsonaro por vazamento de informações sigilosas.

Jair Bolsonaro conversa com seus advogados durante julgamento no STF, em 10 de junho de 2025, em Brasília. Ele nega envolvimento em suposto plano de golpe após a derrota para Lula em 2022. (Foto: EVARISTO SA / AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou indevidamente um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • A declaração foi feita nas alegações finais da ação penal relacionada a uma trama golpista em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Gonet destacou que o vazamento do inquérito, que estava paralisado, pode levar à reabertura da investigação por violação de sigilo funcional.
  • A Polícia Federal concluiu que Bolsonaro cometeu crime ao divulgar informações da investigação em uma transmissão em 2021.
  • O procurador-geral também afirmou que o inquérito nunca teve como foco a verificação das urnas eletrônicas, sugerindo uma nova abordagem da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou indevidamente um inquérito sigiloso sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração foi feita nas alegações finais da ação penal relacionada à trama golpista, atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Gonet destacou que o vazamento do conteúdo do inquérito, que estava paralisado, pode levar à reabertura da investigação contra Bolsonaro por violação de sigilo funcional. Essa nova postura da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrasta com a de seu antecessor, Augusto Aras, que havia pedido o arquivamento do caso, alegando que o inquérito não estava formalmente sob sigilo.

A Polícia Federal concluiu que Bolsonaro cometeu crime ao divulgar informações da investigação durante uma transmissão em 2021, quando questionava a confiabilidade das urnas eletrônicas. O TSE enviou uma notícia-crime ao STF, que acatou o pedido e abriu um inquérito. Contudo, o caso ficou paralisado por mais de dois anos, sem decisões definitivas.

Nova Avaliação da PGR

Na sua manifestação, Gonet afirmou que o inquérito em questão nunca teve como foco a verificação da integridade das urnas eletrônicas. Ele reforçou que o caráter sigiloso do inquérito era preexistente e que o conteúdo foi indevidamente divulgado por Bolsonaro em versões distorcidas. Essa nova abordagem da PGR pode reavaliar a continuidade do inquérito que havia sido desmobilizado anteriormente.

A declaração de Gonet sugere uma disposição para retomar a investigação, embora não tenha se pronunciado diretamente sobre a reabertura formal do caso. A menção ao vazamento do inquérito é vista como um sinal de que a PGR está disposta a agir em relação à responsabilização de Bolsonaro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais