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Planalto aposta em defesa da soberania após crescimento da popularidade de Lula

Aprovação de Lula aumenta após resposta ao tarifaço de Trump, mas desafios econômicos e falta de representatividade ainda preocupam.

Presidente Lula e Vice-presidente Geraldo Alckmin participam de Assinatura de Medida Provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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  • A pesquisa Genial/Quaest mostrou que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 40% para 43% e a desaprovação caiu de 57% para 53%.
  • Essa mudança é atribuída à resposta de Lula ao tarifaço de 50% imposto por Donald Trump e à campanha pela taxação dos super-ricos.
  • Assessores do presidente acreditam que a postura crítica em relação a Trump e a defesa da soberania nacional foram importantes para a recuperação da popularidade.
  • O governo criou um comitê interministerial para lidar com o tarifaço e manter diálogo com o setor privado e representantes internacionais.
  • Apesar da leve melhora, 59% da população ainda não se sente representada pela nova agenda do governo, indicando a necessidade de ações adicionais.

Após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma leve recuperação. A aprovação subiu de 40% para 43%, enquanto a desaprovação caiu de 57% para 53%. Essa mudança é atribuída à resposta de Lula ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à campanha pela taxação dos super-ricos.

Reação do Governo

Nos bastidores, assessores do presidente acreditam que a postura crítica em relação a Trump e a defesa da soberania nacional foram fundamentais para essa recuperação. O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que o governo está promovendo um projeto de justiça tributária e melhor distribuição de renda, o que ressoa com os interesses da população. O ministro do Esporte, André Fufuca, afirmou que a “virada começou”.

A melhora na avaliação do governo, no entanto, é vista com cautela. O núcleo político do Planalto teme que os efeitos econômicos do tarifaço ainda possam impactar negativamente a popularidade de Lula. Apesar de 72% dos entrevistados considerarem a decisão de Trump equivocada, a preocupação com as consequências econômicas persiste.

Estratégia de Comunicação

O governo também criou um comitê interministerial para lidar com o tarifaço, envolvendo ministros da área econômica e representantes do Itamaraty. A orientação é manter diálogo com o setor privado e interlocutores internacionais para evitar a implementação das tarifas.

Embora a pesquisa indique uma leve melhora, 53% da população acredita que o discurso que opõe “ricos contra pobres” não é adequado, o que levanta questões sobre a eficácia da estratégia de comunicação do governo. A proposta de isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil mensais, financiada pela taxação dos mais ricos, também é uma das apostas do governo para fortalecer sua base eleitoral.

A recuperação da popularidade de Lula reflete uma tendência observada em outros países, onde líderes com baixa avaliação conseguiram reverter a situação. Contudo, 59% da população ainda não se sente representada pela nova agenda do governo, indicando que Lula terá que ir além das reações ao tarifaço para consolidar sua recuperação.

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