- A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) anunciou que fará uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Kim Kataguiri (União-SP).
- A ação é resultado de um desentendimento durante a votação do licenciamento ambiental na madrugada de 17 de outubro.
- O conflito começou quando Kataguiri se referiu a comunidades indígenas como “tribos” e afirmou que elas foram beneficiadas pela Usina de Belo Monte.
- Xakriabá respondeu chamando Kataguiri de “deputado estrangeiro”, enquanto ele a chamou de “cosplay”. A deputada classificou as referências ao seu cocar como racismo.
- A discussão acalorada exigiu intervenção da Polícia Legislativa, e o projeto de lei sobre o novo licenciamento ambiental foi aprovado, apesar da oposição de partidos como PT e PSOL.
BRASÍLIA – A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) anunciou que apresentará uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Kim Kataguiri (União-SP). A ação se deve a um desentendimento ocorrido durante a votação do licenciamento ambiental na madrugada de 17 de outubro.
O conflito teve início quando Kataguiri se referiu a comunidades indígenas como “tribos” e mencionou que elas teriam sido beneficiadas pela Usina de Belo Monte. Em resposta, Xakriabá utilizou a expressão “deputado estrangeiro” ao se dirigir a Kataguiri, que, por sua vez, chamou a deputada de “cosplay”. Xakriabá classificou as referências ao seu cocar como “um racismo televisionado” e afirmou que tomaria as medidas necessárias.
A tensão aumentou quando a deputada se dirigiu a Kataguiri após o microfone ser desligado, resultando em uma discussão acalorada que exigiu a intervenção da Polícia Legislativa. Xakriabá destacou que o racismo se manifesta de forma covarde, enquanto Kataguiri rebateu a acusação, afirmando que não faz sentido, já que a deputada o chamou de estrangeiro.
O projeto de lei sobre o novo licenciamento ambiental foi aprovado, apesar da oposição de partidos como PT e PSOL. Xakriabá expressou sua expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete a proposta integralmente, enquanto o PSOL considera questionar a constitucionalidade da lei na Justiça.
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