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Ex-presidente do Cade revela novos projetos após deixar a presidência

Alexandre Cordeiro inicia novo escritório de advocacia e consultoria econômica, respeitando restrições de atuação por seis meses.

Alexandre Cordeiro, presidente do Cade — Foto: Eliane Oliveira/O Globo
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  • Alexandre Cordeiro, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), anunciou a abertura de um escritório de advocacia e consultoria econômica após o fim de seu mandato em 10 de outubro.
  • Ele consultou a Comissão de Ética Pública para evitar conflitos de interesse em sua nova atividade.
  • Cordeiro se comprometeu a não atuar em casos relacionados ao Cade por seis meses e a manter sigilo sobre informações confidenciais obtidas durante sua gestão.
  • A conselheira Carol Proner, relatora do caso, não considerou necessário impor uma quarentena remunerada, afirmando que as atividades privadas de Cordeiro não configuram conflito de interesses.
  • Durante o período de restrição, ele não poderá advogar nas áreas de Direito Concorrencial e Direito Antitruste.

Alexandre Cordeiro, ex-presidente do Cade, anunciou planos para abrir um escritório de advocacia e consultoria econômica após o término de seu mandato em 10 de outubro. Cordeiro, que é auditor federal de Finanças e Controle da CGU, consultou a Comissão de Ética Pública para garantir que não haveria conflito de interesses em sua nova empreitada.

O ex-chefe do Cade se comprometeu a não atuar em casos que envolvam o órgão por um período de seis meses. Além disso, ele deve manter sigilo sobre informações privilegiadas obtidas durante sua gestão. A conselheira Carol Proner, relatora do caso, não viu necessidade de impor uma quarentena remunerada, afirmando que as funções privadas de Cordeiro não configuram conflito de interesses.

Cordeiro pretende atuar em diversas áreas do direito e em todas as instâncias judiciais, mas não poderá advogar nas áreas de Direito Concorrencial e Direito Antitruste durante o período de restrição. A decisão da Comissão de Ética visa garantir a integridade do sistema de defesa da concorrência no Brasil, evitando qualquer potencial influência indevida.

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