- As estátuas de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara foram removidas em 17 de julho de 2025, na colônia Tabacalera, Cidade do México.
- A decisão da alcaldía de Cuauhtémoc ocorreu devido à falta de autorização e irregularidades na instalação das esculturas, que foram inauguradas em 2017.
- A alcaldesa Alessandra Rojo de la Vega destacou a ausência de documentação que legitimasse a instalação e a guarda irregular das estátuas.
- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, sugeriu discutir um novo local para as esculturas, ressaltando sua importância histórica.
- A retirada das estátuas reflete um debate mais amplo sobre a memória histórica e a presença de figuras controversas no espaço público da capital.
As estátuas de Fidel Castro e Ernesto Che Guevara, localizadas na colônia Tabacalera, na Cidade do México, foram removidas nesta quarta-feira, 17 de julho. A decisão da alcaldía de Cuauhtémoc se baseou em irregularidades na instalação das esculturas, que datam de 2017. A alcaldesa Alessandra Rojo de la Vega afirmou que a remoção ocorreu por três motivos principais: a falta de autorização do Comitê de Monumentos e Obras Artísticas em Espaços Públicos, a ausência de documentação que legitimasse a instalação e a guarda irregular das estátuas por um funcionário da prefeitura.
As esculturas, que representam um momento histórico em que Castro e Guevara se conheceram, foram alvo de polêmica desde sua inauguração. Em 2020, tentativas de vandalismo foram registradas, e em 2021, as estátuas foram cobertas com tinta em protestos que criticavam os regimes cubanos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou sua desaprovação à remoção e sugeriu que as estátuas sejam realocadas para um novo local, ressaltando sua importância histórica.
A proposta de Sheinbaum visa abrir um diálogo sobre o futuro das esculturas, que, segundo ela, representam um momento significativo na história da luta contra a ditadura de Fulgencio Batista em Cuba. O embaixador cubano no México, Marcos Rodríguez, também comentou sobre a situação, afirmando que a verdadeira revolução não se faz com monumentos de pedra ou bronze.
A retirada das estátuas se insere em um contexto mais amplo de debates sobre a memória histórica e a presença de figuras controversas no espaço público da capital mexicana, que já viu a remoção de outras estátuas, como a de Cristóvão Colombo. A questão das intervenções no espaço público continua a gerar discussões acaloradas entre diferentes grupos da sociedade.
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