- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, está sendo considerada para uma candidatura ao Senado por São Paulo em 2026.
- O Partido dos Trabalhadores (PT) vê a mudança de título eleitoral de Tebet como uma estratégia viável.
- Tebet, ex-senadora pelo Mato Grosso do Sul, obteve 1,6 milhão de votos em São Paulo nas eleições de 2022.
- O PT avalia quatro nomes para as candidaturas em 2026, incluindo Fernando Haddad e Márcio França.
- A movimentação política em São Paulo é vista como crucial para a governabilidade e a continuidade das políticas do governo federal.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), está sendo considerada para uma candidatura ao Senado por São Paulo em 2026. A proposta surgiu após conversas com lideranças do PT, que veem a mudança de título eleitoral como uma estratégia viável. Tebet, que já foi senadora pelo Mato Grosso do Sul, possui laços fortes com São Paulo, onde duas de suas filhas residem e ela possui propriedades.
Em 2022, a ministra obteve 1,6 milhões de votos em São Paulo, representando 6,3% do total. Ela acredita que a disputa pelo Senado será crucial para a manutenção da democracia, enfatizando a necessidade de uma maioria anti-bolsonarista no parlamento. Essa visão é compartilhada pelo presidente Lula, que considera São Paulo essencial para sua campanha presidencial.
Cenário Político
O PT está avaliando quatro nomes para as principais candidaturas em 2026, incluindo Fernando Haddad e Márcio França (PSB-SP). A configuração das candidaturas ainda está em discussão, com possibilidades que incluem Haddad ao governo e Tebet e França ao Senado. Outra alternativa é que Geraldo Alckmin dispute novamente a vice-presidência na chapa com Lula.
Haddad, que já manifestou interesse em coordenar a campanha presidencial, pode ser pressionado a entrar em uma disputa eletiva. As articulações políticas estão em andamento, e a definição das candidaturas pode impactar significativamente o cenário eleitoral.
Desdobramentos Futuros
Caso a candidatura de Tebet se concretize, o PT e seus aliados terão um leque diversificado de opções para os cargos em disputa em São Paulo. A estratégia eleitoral se desenha em meio a um cenário onde a reviravolta em São Paulo foi crucial para a vitória de Lula em 2022, quando a diferença de votos para Bolsonaro caiu de 8 milhões em 2018 para apenas 2 milhões.
A movimentação política em São Paulo é vista como um passo importante para consolidar a base de apoio do governo federal e garantir uma maioria no Senado, essencial para a governabilidade e a continuidade das políticas do atual governo.
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