- O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou os Estados Unidos quatro dias antes da revogação de vistos de magistrados brasileiros.
- Barroso chegou ao país no dia 4 de outubro e partiu em 14 de outubro.
- O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes e aliados do STF, citando uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- As sanções afetam todos os ministros do STF, exceto André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- O governo brasileiro considera a revogação uma ingerência e avalia convocar a embaixadora dos Estados Unidos em Brasília para protestar.
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou os Estados Unidos quatro dias antes da revogação de vistos de magistrados brasileiros, incluindo o seu e o do ministro Alexandre de Moraes. Barroso chegou ao país no dia 4 de outubro e partiu em 14 de outubro. A informação foi confirmada por dados públicos de entrada e saída de estrangeiros.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos de Moraes, seus familiares e aliados da corte, com o secretário Marco Rubio afirmando que a medida é uma resposta a uma suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A colunista Mariana Sanches, do UOL, apurou que Barroso também está na lista de sanções, que afeta todos os ministros do STF, exceto André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Essas sanções ocorrem em um contexto de tensões entre o STF e Bolsonaro, que enfrenta medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições em redes sociais. O ex-presidente não pode se aproximar de embaixadas e está sob recolhimento domiciliar noturno. Rubio justificou as sanções afirmando que a perseguição política de Moraes a Bolsonaro viola direitos fundamentais, afetando não apenas brasileiros, mas também cidadãos americanos.
O governo brasileiro considera a revogação dos vistos uma ingerência e avalia convocar a embaixadora dos Estados Unidos em Brasília para protestar. A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera uma resposta do governo americano e pretende enfatizar a questão da soberania nacional.
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