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Conar solicita retirada de anúncio que usa deepfake para curar diabetes

Conar age contra anúncios enganosos que usam deepfakes de Drauzio Varella e alertam para riscos de curas milagrosas em diabetes.

Deepfake feita com IA usa imagem e voz de Drauzio Varella (Foto: Reprodução)
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  • O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) pediu a remoção de anúncios que usavam deepfakes do médico Drauzio Varella para promover suplementos.
  • Os anúncios foram veiculados em redes sociais como Facebook e Instagram e prometiam curas milagrosas para diabetes.
  • Um dos produtos, Ultra Glico, afirmava ser “o único que efetivamente cura”, apesar de o áudio estar desincronizado com os movimentos labiais do médico.
  • O Conar já havia atuado anteriormente contra práticas fraudulentas em anúncios de saúde e expressou preocupação com os riscos das promessas feitas.
  • Além do Ultra Glico, outros produtos como Glicopril e Insulglico também foram alvo de advertências por incentivarem comportamentos prejudiciais à saúde.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) tomou medidas rigorosas contra anúncios que prometem curas milagrosas para diabetes, utilizando deepfakes do médico Drauzio Varella. Recentemente, o órgão pediu a remoção dessas propagandas, que foram veiculadas em redes sociais como Facebook e Instagram. A ação foi motivada por denúncias de consumidores e pela própria iniciativa do Conar.

Os anúncios em questão, como o do suplemento Ultra Glico, exploraram a imagem e a voz de Drauzio Varella de forma enganosa. Em um vídeo, afirmava-se que o produto era “o único que efetivamente cura”, embora o áudio estivesse desincronizado com os movimentos labiais do médico. A gravação original, que tratava de alergias, estava disponível no canal de Drauzio no YouTube, onde ele não recomenda ou vende medicamentos.

O Conar já havia atuado anteriormente contra práticas fraudulentas em anúncios de saúde. Desta vez, além de advertir três anunciantes, o órgão expressou preocupação com os riscos associados a essas propagandas. As promessas de curas milagrosas, apelos de urgência e exploração da vulnerabilidade dos consumidores foram destacados como padrões indicativos de publicidade enganosa.

Além do Ultra Glico, outros produtos como Glicopril e Insulglico também foram alvo de repreensão. O Conar enfatizou os perigos de incentivar comportamentos prejudiciais, como a interrupção de tratamentos médicos e dietas inadequadas para portadores de diabetes. A atuação do órgão visa proteger os consumidores de práticas enganosas e potencialmente perigosas.

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