- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prioriza a entrega de resultados à população para recuperar sua popularidade em 2025.
- Após um primeiro semestre difícil, Lula obteve avanços políticos, como a derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
- A aprovação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais também foi um marco importante.
- A desaprovação ao governo caiu de 57% para 53% entre maio e julho, enquanto a aprovação subiu de 40% para 43%.
- Apesar dos avanços, a rejeição ainda é maior que a aprovação, e a situação econômica continua desafiadora.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como prioridade para este ano a chamada “colheita”, que visa entregar resultados à população e recuperar sua popularidade. Após um primeiro semestre marcado por derrotas no Congresso e crises que impactaram sua imagem, Lula começa a ver avanços.
Recentemente, o governo conseguiu derrubar o aumento do IOF, o que uniu a base aliada e mobilizou a esquerda em torno da ideia de “justiça tributária”. Essa estratégia foi bem recebida pelo eleitorado, refletindo uma leve melhora nas taxas de aprovação. Em fevereiro, a reprovação a Lula atingiu 41%, enquanto a aprovação era de apenas 24%. Em junho, esses números mostraram uma leve recuperação, com 40% de reprovação e 28% de aprovação.
Avanços Políticos
Além da derrubada do IOF, Lula se beneficiou politicamente do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest revelou que a desaprovação ao governo caiu de 57% para 53% entre maio e julho, enquanto a aprovação subiu de 40% para 43%. Essa mudança reduziu o saldo negativo de 17 para 10 pontos percentuais.
O governo também avançou em sua agenda legislativa, com a aprovação de um projeto na Câmara que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve a maior parte dos decretos que ampliavam o IOF, o que trouxe um alívio adicional ao governo.
Perspectivas Futuras
Esses avanços geraram otimismo no Palácio do Planalto, embora a rejeição ao governo ainda seja superior à aprovação. O respiro atual pode ser temporário, especialmente se Lula não conseguir negociar com os Estados Unidos sobre o tarifaço, que representa uma ameaça à economia e aos empregos no Brasil. A situação continua desafiadora, mas os primeiros passos para a recuperação da imagem do governo estão sendo dados.
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