- O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu que não há motivos para o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
- Casagrande criticou a falta de credibilidade nas contas públicas e afirmou que esse é um problema mais grave.
- Ele destacou que a discussão sobre o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser baseada em questões ideológicas.
- O governador também se posicionou contra a progressão de pena para condenados por homicídio, especialmente aqueles ligados a facções criminosas.
- Casagrande propôs que as guardas municipais tenham poder de polícia para melhorar a articulação das forças de segurança.
O ministro Alexandre de Moraes, frequentemente criticado pela direita e alvo de pedidos de impeachment, recebeu apoio do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. Em entrevista, Casagrande afirmou que não há motivos para o afastamento de Moraes, destacando a falta de credibilidade nas contas públicas como um problema maior.
Casagrande, que lidera as pesquisas para o Senado, enfatizou que não vê razões para o impeachment, mesmo diante das pressões políticas. Ele acredita que a discussão sobre o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser pautada por questões ideológicas. “Não vejo nenhuma razão para que isso [impeachment] aconteça”, declarou.
Críticas à Gestão Pública
O governador também criticou a atuação do Executivo, Legislativo e Judiciário, afirmando que todos dificultam o progresso do país ao priorizar interesses próprios. Casagrande mencionou que o Brasil não consegue transmitir credibilidade nas contas públicas, o que afeta a estabilidade fiscal. Ele apontou que a aprovação de leis que comprometem o equilíbrio fiscal, como aumentos salariais para categorias específicas, é um exemplo dessa falha.
Além disso, Casagrande se posicionou firmemente contra a progressão de pena para condenados por homicídio, especialmente aqueles que agem sob ordens de facções criminosas. Ele defendeu que não deve haver progressão de pena para homicidas, ressaltando a importância de respeitar os direitos humanos, mas também de dar respostas adequadas às vítimas.
Propostas para Segurança Pública
O governador também abordou a questão da segurança pública, defendendo que as guardas municipais devem ter poder de polícia. Ele acredita que essa mudança ajudaria a articular melhor as forças de segurança em todos os níveis. Casagrande é favorável à PEC das guardas municipais, que visa reconhecer e regulamentar essa função.
Com um histórico de sucesso na redução da criminalidade, Casagrande destacou que, durante seu primeiro mandato, o Espírito Santo tinha uma taxa de 56,4 homicídios por 100 mil habitantes, que agora caiu para 17,6. Ele se posiciona a favor de uma articulação mais efetiva entre os governos federal e estaduais para enfrentar os desafios da segurança pública.
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