- A Amazônia registrou um aumento de 40,9% nas apreensões de drogas em 2023.
- A taxa de homicídios na região é 41,5% superior à média nacional, com cidades do Pará apresentando os índices mais altos.
- O estudo “Cartografias da Violência na Amazônia” revelou que 260 dos 772 municípios têm a presença de grupos criminosos.
- O tráfico de drogas aumentou de 78,4 toneladas em 2022 para 110,5 toneladas em 2023, impulsionado pela proximidade com países produtores de cocaína.
- O Amapá tem a maior taxa de homicídios do Brasil, com 57,4 mortes intencionais por 100 mil habitantes, e o Pará abriga as quatro cidades mais violentas da Amazônia.
A Amazônia enfrenta um aumento alarmante na violência e no tráfico de drogas, com dados de 2023 revelando um crescimento de 40,9% nas apreensões de entorpecentes. A região, já marcada por organizações criminosas, apresenta uma taxa de homicídios 41,5% superior à média nacional, com cidades do Pará destacando-se como as mais violentas do Brasil.
O estudo “Cartografias da Violência na Amazônia”, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 260 dos 772 municípios amazônicos têm a presença de pelo menos um grupo criminoso. O tráfico de drogas, que inclui cocaína e maconha, aumentou de 78,4 toneladas em 2022 para 110,5 toneladas em 2023. Essa escalada no crime é impulsionada pela proximidade da região com países como Colômbia, Peru e Bolívia, grandes produtores de cocaína.
Cidades em Crise
Os dados de homicídios são igualmente preocupantes. O Amapá, por exemplo, registrou 57,4 mortes intencionais por 100 mil habitantes, o maior índice do país, enquanto o Pará abriga as quatro cidades mais violentas da Amazônia: Cumaru do Norte, Abel Figueiredo, Mocajuba e Novo Progresso, com taxas que variam de 102,7 a 141,3 mortes por 100 mil habitantes. Esses números são cinco vezes superiores à média nacional.
A situação é tão crítica que o Pará possui mais presos em penitenciárias federais de segurança máxima do que o Rio de Janeiro, com 61 detentos, superando apenas São Paulo. A crescente violência e a infiltração do crime organizado na Amazônia ressaltam a urgência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que visa promover uma coordenação mais eficaz entre a União e os estados no combate à criminalidade.
Urgência de Ação
A degradação ambiental e a violência na Amazônia são consequências diretas da atuação de organizações criminosas, que exploram recursos naturais e promovem o tráfico de drogas. O Estado brasileiro precisa articular esforços para enfrentar essas ameaças, garantindo a segurança da população e a preservação do meio ambiente. A situação exige uma resposta rápida e eficaz para reverter o quadro alarmante que a região enfrenta.
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