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Candidatos se destacam na disputa pela sucessão na CVM

CVM enfrenta incertezas após renúncia de presidente. Otto Lobo assume interinamente e busca apoio para ser nomeado definitivo.

CVM — Foto: Agência Globo
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  • João Pedro Nascimento renunciou ao cargo de presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), gerando incertezas sobre a sucessão.
  • Otto Lobo, atual diretor da CVM, assumiu a presidência interina e iniciou conversas com o governo para se tornar o presidente definitivo.
  • Lobo nega estar buscando a indicação e afirma que a escolha cabe ao ministro da Fazenda, que submete o nome ao presidente da República.
  • Outros candidatos considerados para a vaga incluem Marcos Pinto, ex-diretor da CVM, e Igor Muniz, presidente da Comissão de Direito Societário da OAB/RJ.
  • A autarquia enfrenta a necessidade de preencher a presidência e uma vaga de diretor, além de outra que se abrirá no próximo ano.

João Pedro Nascimento renunciou ao cargo de presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criando um cenário de incertezas sobre a sucessão na autarquia. A saída ocorreu na noite de sexta-feira e já provocou uma corrida por sua vaga.

Otto Lobo, atual diretor da CVM, assumiu a presidência interina e, segundo fontes, já iniciou conversas com o governo para se tornar o presidente definitivo. Lobo, no entanto, nega que esteja buscando essa indicação, afirmando que seu foco é desempenhar bem suas funções interinas. Ele ressaltou que a escolha do novo presidente é uma atribuição do ministro da Fazenda, que submete o nome ao presidente da República.

Além de Lobo, outros nomes estão sendo considerados para a vaga. Marcos Pinto, ex-diretor da CVM e atual secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, é visto como um candidato forte, devido ao seu trânsito no governo. Igor Muniz, presidente da Comissão de Direito Societário da OAB/RJ, também é mencionado, embora esteja cotado para uma vaga de diretor que permanece em aberto desde o ano passado.

A situação é complicada pela imobilidade política que tem caracterizado o governo, que não conseguiu preencher uma vaga na diretoria desde o fim do ano passado. Com a renúncia de Nascimento, a autarquia agora enfrenta a necessidade de indicar um novo presidente e um diretor, além de mais uma vaga que se abrirá no próximo ano. A expectativa é que novos candidatos surjam enquanto a reposição dos cargos se arrasta.

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