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Ex-chefe do PCC é condenado por tráfico após chamar Marcola de ‘cagueta’

Roberto Soriano, o "Tiriça", e sua esposa foram condenados por tráfico, revelando tensões internas no PCC e conflitos com Marcola.

Roberto Soriano, conhecido como "Tiriça", integrante do PCC, em foto de 2013 (Foto: Divulgação/SSP-SP)
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  • Roberto Soriano, conhecido como “Tiriça”, foi condenado a dez anos de prisão por associação ao tráfico de drogas.
  • A condenação foi divulgada no dia 30 de julho e refere-se a um esquema de tráfico operado do presídio em Presidente Venceslau, São Paulo.
  • A esposa de Tiriça, Fabiana Zarbinatti Soriano, recebeu pena de oito anos e seis meses.
  • O julgamento revelou um racha no Primeiro Comando da Capital (PCC), com Tiriça e Abel Pacheco, conhecido como “Vida Loka”, debochando do líder Marcola.
  • As investigações continuam, e o Ministério Público Federal utiliza gravações que envolvem Tiriça e Marcola no caso.

Roberto Soriano, conhecido como “Tiriça”, ex-chefe do PCC, foi condenado a dez anos de prisão por associação ao tráfico de drogas. A decisão foi divulgada no último dia 30 e se refere a um esquema de tráfico operado diretamente do presídio em Presidente Venceslau, São Paulo. Tiriça já cumpre pena na Penitenciária 2 da cidade.

A condenação também atingiu sua esposa, Fabiana Zarbinatti Soriano, que recebeu oito anos e seis meses de prisão. Outros comparsas de Tiriça também foram penalizados: Gustavo Beltrão e Edna Aparecida Santos Oliveira foram condenados a dez e oito anos, respectivamente. As investigações revelaram um esquema complexo que incluía pagamentos a policiais e advogados, além de métodos violentos para lidar com devedores e traidores.

Racha no PCC

Os depoimentos durante o julgamento expuseram um racha significativo dentro do PCC. Tiriça e Abel Pacheco, conhecido como “Vida Loka”, debocharam do líder da facção, Marcola, afirmando que ele era um “cagueta”. Em gravações, Vida Loka declarou que eles haviam excluído Marcola do mundo do crime, uma afirmação que reflete a tensão interna na organização criminosa.

O Ministério Público Federal utilizou gravações de Marcola, feitas em junho de 2022, onde ele descreve Tiriça como um psicopata e sugere que ele foi responsável pela morte do agente penitenciário Alex Belarmino. Apesar das tentativas de Tiriça e seus aliados de expulsar Marcola, essa decisão não prevaleceu, segundo informações de fontes ligadas ao caso.

As investigações continuam, e o UOL busca contato com as defesas dos réus para obter mais informações sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.

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