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Extrema direita utiliza comércio como arma em guerra cultural, afirma Lula

Lula pede união de líderes progressistas e regulamentação das redes sociais para combater a ofensiva da extrema-direita na América Latina.

Presidente Lula (PT) após o encontro "Democracia Sempre", no Chile (Foto: Reprodução/YouTube/CanalGov)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o avanço da extrema-direita durante o encontro “Democracia Sempre”, realizado em Santiago, Chile.
  • Lula afirmou que esses grupos utilizam o comércio como ferramenta de chantagem e promovem uma guerra cultural, abandonando a diplomacia tradicional.
  • Ele destacou que a extrema-direita, organizada internacionalmente, representa um novo tipo de dissenso antidemocrático e pediu regulamentação das redes sociais para combater a disseminação de ódio.
  • O presidente também criticou a subserviência da extrema-direita latino-americana a antigas hegemonias, comprometendo a autodeterminação dos povos.
  • Durante o evento, os líderes presentes assinaram uma declaração conjunta contra a ofensiva internacional da extrema-direita, embora não tenham definido ações específicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o avanço da extrema-direita durante o encontro “Democracia Sempre”, realizado em Santiago, Chile, nesta segunda-feira. Lula destacou que esses grupos utilizam o comércio como ferramenta de chantagem e promovem uma guerra cultural, sem recorrer mais à diplomacia tradicional.

Em seu discurso, o presidente afirmou que a extrema-direita, organizada internacionalmente, representa uma nova forma de dissenso antidemocrático. Ele não mencionou diretamente líderes específicos, mas enfatizou que os inimigos da democracia controlam algoritmos e disseminam ódio. “Liberdade de expressão não se confunde com liberdade de agressão”, declarou, ressaltando a necessidade de regulamentação das redes sociais.

Lula também criticou a subserviência da extrema-direita latino-americana a antigas hegemonias, afirmando que isso compromete a autodeterminação dos povos. Ele pediu união entre os líderes progressistas da América Latina para enfrentar os desafios impostos por essa polarização política. O evento contou com a presença de outros líderes, como Gabriel Boric, do Chile, e Gustavo Petro, da Colômbia.

Ações Conjuntas

Durante a cúpula, os líderes assinaram uma declaração conjunta que condena a ofensiva internacional da extrema-direita. Embora o comunicado tenha abordado a necessidade de cooperação, não foram apresentadas ações específicas a serem tomadas. Lula enfatizou que a luta pela democracia deve ser uma responsabilidade compartilhada entre governos e cidadãos.

O presidente brasileiro também mencionou a importância de regular as plataformas digitais, que têm sido utilizadas para incitar o ódio e a violência. Ele destacou que a defesa da democracia é essencial para garantir um continente integrado e autônomo, livre das ameaças do extremismo.

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