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Ortega intensifica vigilância para prender traidores da pátria

Ortega intensifica repressão política na Nicarágua e exalta China e Rússia em discurso de aniversário da Revolução Sandinista.

Trabalhadores do Governo de Nicaragua, durante a celebração do 1 de maio em Managua. (Foto: Presidência de Nicaragua)
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  • Daniel Ortega e Rosario Murillo celebraram o 46° aniversário da Revolução Sandinista em Managua, sem a presença de líderes internacionais.
  • Durante um discurso de 81 minutos, Ortega elogiou China e Rússia, criticou a Europa e anunciou um aumento na vigilância contra opositores.
  • O presidente, que completou 79 anos, fez referências históricas confusas e atribuiu a vitória sobre o nazismo a Pekim e Moscou.
  • A repressão política continua, com 54 prisioneiros políticos no país, e a Polícia de Nicaragua intensificou a vigilância nos bairros em colaboração com os Conselhos do Poder Cidadão.
  • Ortega também comentou sobre a política antimigratória dos Estados Unidos, sem mencionar diretamente o ex-presidente Donald Trump, e destacou a importância dos migrantes para a economia.

Daniel Ortega e Rosario Murillo celebraram o 46° aniversário da Revolução Sandinista em Managua, em um evento marcado pela ausência de líderes internacionais. Durante seu discurso de 81 minutos, Ortega elogiou China e Rússia, criticou a Europa e anunciou um aumento na “vigilância revolucionária” contra opositores.

O presidente nicaraguense, que completou 79 anos, fez um discurso confuso, repleto de referências históricas imprecisas, passando de Napoleão a Simón Bolívar. Ele atribuiu a vitória sobre o nazismo a Pekim e Moscou, enquanto acusou a Europa de perpetuar crimes coloniais sob a égide da OTAN. Apesar de exaltar uma suposta “paz nacional”, a repressão política continua, com 54 prisioneiros políticos atualmente no país.

Ortega ordenou um reforço na vigilância política, uma prática que remonta ao primeiro regime sandinista nos anos 80. Desde 2023, a Polícia de Nicaragua implementou uma nova estrutura de vigilância nos bairros, coordenando esforços com os Conselhos do Poder Cidadão. Essa iniciativa visa garantir a segurança do regime, que tem intensificado a repressão a vozes dissidentes desde os protestos de 2018.

O discurso também abordou a política antimigratória dos Estados Unidos, sem mencionar diretamente o ex-presidente Donald Trump. Ortega destacou que os migrantes realizam trabalhos essenciais, mas não fez referência ao aumento das deportações de nicaraguenses. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que não há um acordo formal com o regime de Ortega para receber deportados, ressaltando a responsabilidade do governo nicaraguense em aceitar seus cidadãos.

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