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Testemunha revela indícios de direcionamento em blitze da PRF durante eleições de 2022

Depoimentos contraditórios no STF sobre ações da PRF nas eleições de 2022 levantam dúvidas sobre suposto direcionamento político.

Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF durante o governo de Jair Bolsonaro, é réu na ação penal da trama golpista (Foto: Reprodução)
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  • O agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alexandre dos Santos Lopes, depôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que havia materialidade nas operações da PRF durante as eleições de 2022.
  • Lopes não conseguiu atribuir responsabilidade ao ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, apesar de destacar inconsistências em cinco estados, incluindo Pará e Maranhão.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga uma suposta ação coordenada entre a cúpula do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a PRF para dificultar o voto em Lula em municípios onde ele era favorito.
  • Outras onze testemunhas, a maioria agentes da PRF, negaram qualquer direcionamento nas blitze para impedir o voto em Lula.
  • O ex-superintendente da PRF no Pará, Diego Joaquim de Moura Patriota, refutou alegações de direcionamentos, afirmando que um veículo abordado foi liberado rapidamente.

O agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alexandre dos Santos Lopes, depôs ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, afirmando que havia materialidade nas operações da PRF durante as eleições de 2022, mas não conseguiu atribuir a autoria a Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da corporação. Lopes, que participou da investigação sobre o policiamento da PRF, destacou inconsistências em cinco estados, incluindo Pará e Maranhão, mas não encontrou elementos que comprovassem a responsabilidade de qualquer servidor.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sugere que houve uma ação coordenada entre a cúpula do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a PRF para dificultar o voto em favor de Lula em municípios onde ele era favorito, especialmente no Nordeste. Durante o depoimento, Lopes mencionou que parou de acompanhar o caso após a Controladoria-Geral da União assumir a investigação.

Testemunhos Contraditórios

Além de Lopes, outras 11 testemunhas foram ouvidas, a maioria agentes da PRF que atuaram sob a gestão de Vasques. A maioria negou qualquer direcionamento nas blitze para impedir o voto em Lula. A PGR citou uma reunião em 19 de outubro de 2022, onde Vasques teria sugerido que era “hora de escolher um lado” na disputa eleitoral. No entanto, testemunhas como Anderson da Silva Costa e Antonio Vital de Moraes Junior negaram que Vasques tenha solicitado um direcionamento específico.

O ex-superintendente da PRF no Pará, Diego Joaquim de Moura Patriota, refutou alegações sobre direcionamentos de blitz, afirmando que um veículo abordado foi liberado rapidamente. O STF também ouviu o diplomata André Chermont, que esclareceu que Filipe Martins não estava na lista de passageiros da delegação que acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, desmentindo rumores sobre sua fuga.

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