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EUA saem da UNESCO novamente e geram preocupação entre pesquisadores globais

EUA se retiram da UNESCO em 2023, prejudicando a cooperação em ciência e educação global e perdendo influência em questões críticas.

Foto: Reprodução
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  • Os Estados Unidos anunciaram sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 22 de julho de 2023.
  • A saída terá efeito a partir de 31 de dezembro de 2026 e encerra um retorno de dois anos à agência.
  • A decisão foi motivada por preocupações sobre a reforma da organização e seu foco em causas sociais.
  • Especialistas afirmam que a retirada prejudica a cooperação global em ciência e educação, especialmente em países em desenvolvimento.
  • A contribuição dos EUA representa atualmente apenas 8% do orçamento anual da UNESCO, que é de 900 milhões de dólares.

Os Estados Unidos anunciaram sua retirada da UNESCO em 22 de julho de 2023, com efeito a partir de 31 de dezembro de 2026. A decisão, que marca o fim de um breve retorno de dois anos à agência, foi motivada por preocupações sobre a reforma da organização e seu foco em causas sociais.

A saída dos EUA representa um retrocesso para a cooperação global em ciência e educação, segundo especialistas. A UNESCO, com sede em Paris, desempenha um papel crucial em programas de biodiversidade, educação de meninas e proteção do patrimônio natural, especialmente em países de baixa e média renda. A agência também apoia a formação de professores e a reconstrução de universidades em nações afetadas por conflitos, como Líbano e Ucrânia.

Daniel Wagner, da Universidade da Pensilvânia, afirmou que a retirada é uma decisão imprudente, especialmente em um momento em que a colaboração internacional é vital. A nova diretora-geral da UNESCO será escolhida no final deste ano, e os EUA perderão a oportunidade de trabalhar com a nova liderança. Barbara Finlayson-Pitts, da Universidade da Califórnia, destacou que a retirada coloca os EUA em desvantagem nas discussões sobre questões críticas, como mudanças climáticas.

A decisão não foi inesperada. Em fevereiro, a Casa Branca já havia sinalizado uma revisão da participação dos EUA em agências internacionais, citando a falta de reforma da UNESCO e críticas à sua retórica em relação a Israel. A administração também criticou o foco da agência nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, considerando-os incompatíveis com a política externa “America First”.

A retirada atual não deve impactar tanto quanto a de 2017, quando os EUA cortaram mais de 22% do orçamento da UNESCO. Atualmente, a contribuição americana representa apenas 8% do orçamento anual de 900 milhões de dólares da agência. Audrey Azoulay, atual diretora-geral, afirmou que a UNESCO está preparada para a saída dos EUA e continuará a colaborar com parceiros americanos do setor privado e acadêmico.

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