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General esclarece que nunca disse à PF que ex-assessor participou de reunião sobre minuta

General Marco Antônio Freire Gomes afirma ao STF que não pode confirmar presença de Filipe Martins em reunião sobre minuta de golpe.

General Marco Antonio Freire Gomes, ex-comandante do Exército (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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  • O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, enviou um termo ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022.
  • Ele afirmou que não pode confirmar a presença do ex-assessor Filipe Martins na reunião, onde se discutiu uma minuta de golpe.
  • Freire Gomes destacou que sua menção a Martins foi uma possibilidade remota, sem identificação segura.
  • O general não se recorda da identidade do assessor jurídico que participou rapidamente da reunião e não pode afirmar que era Filipe Martins.
  • Martins nega as acusações e afirma que não esteve no Alvorada no dia mencionado.

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, enviou um termo ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que não pode confirmar a presença do ex-assessor Filipe Martins em uma reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022. Nesta reunião, teria sido discutida uma minuta de golpe, envolvendo figuras proeminentes do governo, como o então presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Oliveira.

Freire Gomes, que foi arrolado como testemunha de Martins, esclareceu que sua menção ao ex-assessor foi uma possibilidade remota e não uma identificação segura. Ele destacou que, durante a reunião, um assessor jurídico entrou rapidamente para apresentar considerações sobre a minuta, mas não houve interação direta com os demais participantes. O general não se recorda da identidade do assessor e não pode afirmar que se tratava de Filipe Martins.

Em seu depoimento à Polícia Federal em março de 2024, Freire Gomes reiterou que a expressão “possivelmente” utilizada para referir-se a Martins não implica confirmação de sua presença. Ele enfatizou que não reconheceu a pessoa que entrou na sala e que sua declaração não deve ser interpretada como uma afirmação categórica. “Trata-se de possibilidade remota, e não de uma identificação segura ou afirmativa”, afirmou o general.

Martins, por sua vez, nega as acusações de envolvimento na elaboração da minuta e afirma que não esteve no Alvorada no dia em questão. “Não conhecia Filipe Martins, não participei de reuniões com ele”, concluiu Freire Gomes, reforçando a falta de evidências concretas sobre a presença do ex-assessor na reunião.

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