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Mãe relata dor insuportável após perder filho em tragédia devastadora

Antonia Alves clama por justiça após a morte do filho em assalto, enquanto cúmplice permanece livre e impunidade se alastra no Rio.

Antonia Divania Araújo Alves, mãe do personal Luís Felipe Alves do Nascimento, que morreu após ser baleado durante uma tentativa de assalto na Praia do Flamengo em maio de 2024. (Foto: Guito Moreto/ Agência O Globo)
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  • A violência no Rio de Janeiro impacta famílias, como a de Antonia Alves, que perdeu seu filho, Luis Felipe, em um assalto na Praia do Flamengo em maio de 2023.
  • Luis Felipe foi abordado por dois homens em uma moto, que exigiram o celular da namorada dele. Ao intervir, ele foi baleado e morreu.
  • Desde a morte do filho, Antonia visita o cemitério toda segunda-feira. Luis Felipe já havia sido assaltado na mesma área meses antes.
  • O autor dos disparos, um menor de idade, foi internado como medida socioeducativa, mas o cúmplice permanece em liberdade, gerando revolta em Antonia.
  • O caso foi arquivado em fevereiro de 2025, após o cumprimento da medida, refletindo a impunidade e a insegurança na região.

A violência no Rio de Janeiro continua a impactar profundamente as famílias, como exemplificado pela história de Antonia Divania Araújo Alves, de 58 anos. Sua vida foi marcada pela tragédia após a morte de seu filho, Luis Felipe Alves do Nascimento, de 27 anos, durante uma tentativa de assalto na Praia do Flamengo, na Zona Sul, em maio de 2023.

Luis Felipe foi abordado por dois homens em uma moto enquanto voltava para casa com sua namorada, Victoria. O criminoso armado exigiu o celular dela, e, ao perceber a intervenção do jovem, disparou contra ele, atingindo-o no pescoço e na barriga. A morte do personal trainer foi confirmada horas depois, deixando sua mãe em um luto interminável.

Antonia relata que, desde a perda do filho, sua vida não é mais a mesma. Toda segunda-feira, ela visita o cemitério para honrar a memória de Luis Felipe. O jovem, que havia sido assaltado seis meses antes na mesma região, expressou medo de circular por ali, mas continuou sua rotina, que incluía jogar futebol com amigos.

O caso foi registrado inicialmente na 9ª DP e, posteriormente, na Delegacia de Homicídios. O autor dos disparos, um menor de idade, foi apreendido e internado como medida socioeducativa. Entretanto, o cúmplice que pilotava a moto permanece em liberdade, o que gera revolta em Antonia.

A juíza Vanessa de Oliveira Cavalieri, responsável pelo caso, determinou a internação do menor por tentativa de latrocínio e homicídio qualificado. A sentença foi proferida em dezembro de 2024, mas o processo foi arquivado em fevereiro de 2025, após o cumprimento da medida socioeducativa. A impunidade e a insegurança continuam a assolar a região, refletindo a realidade de muitos cariocas.

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