- As delegações da Rússia e da Ucrânia realizaram a terceira rodada de negociações em Istambul.
- Foi acordado um novo intercâmbio de prisioneiros, incluindo civis e militares.
- As conversas duraram menos de uma hora e não resultaram em avanços para um cessar-fogo.
- O assessor presidencial russo, Vladimir Medinsky, sugeriu a criação de grupos binacionais para facilitar a comunicação.
- A Ucrânia, liderada por Rustem Umerov, solicitou uma nova cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, que já havia rejeitado essa proposta.
As delegações da Rússia e da Ucrânia realizaram a terceira rodada de negociações em Istambul, onde acordaram um novo intercâmbio de prisioneiros, incluindo civis e militares. As conversas, que duraram menos de uma hora, não resultaram em avanços significativos para um cessar-fogo.
O assessor presidencial russo, Vladimir Medinsky, propôs a criação de grupos binacionais para facilitar a comunicação, enquanto a Ucrânia, liderada por Rustem Umerov, solicitou uma nova cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin. Umerov destacou que o Kremlin precisa adotar uma postura mais “construtiva” nas negociações de paz.
Durante a reunião, a Ucrânia reiterou a importância de discutir o retorno de crianças ucranianas levadas à força para a Rússia. O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, enfatizou que um encontro pessoal com Putin seria crucial para avançar nas negociações. No entanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já havia rejeitado essa proposta, questionando a legitimidade de Zelenski.
As trocas de prisioneiros são vistas como uma forma de gerar ganhos políticos internos para ambos os lados. Desde o início do processo em maio, a Rússia já entregou mais de sete mil corpos de combatentes à Ucrânia. Apesar da pressão internacional por um cessar-fogo, a Rússia mantém sua posição, sugerindo apenas pausas curtas nos combates.
A próxima etapa das negociações ainda é incerta, com o Kremlin afirmando que não há pressa para um novo encontro. A situação continua tensa, e as partes buscam soluções para questões menores enquanto o conflito persiste.
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