- O porta-voz da presidência argentina, Manuel Adorni, negou a interferência dos Estados Unidos nas relações com a China.
- A declaração foi uma resposta ao novo embaixador americano, Peter Lamelas, que criticou a influência chinesa na Argentina.
- Adorni afirmou que os Estados Unidos não têm papel nas decisões internas do país e destacou a autonomia das províncias argentinas.
- As declarações de Lamelas geraram reações de políticos argentinos, incluindo governadores peronistas e a ex-presidente Cristina Kirchner.
- A situação reflete as tensões nas relações internacionais da Argentina, especialmente com o governo de Javier Milei se preparando para as eleições legislativas de outubro.
O porta-voz da presidência argentina, Manuel Adorni, negou nesta quinta-feira a interferência dos Estados Unidos nas relações entre a Argentina e a China. A declaração foi uma resposta às críticas do novo embaixador americano, Peter Lamelas, que, em audiência no Senado dos EUA, afirmou que um de seus objetivos é “acabar com a influência da China” nas províncias argentinas.
Adorni destacou que os Estados Unidos não têm papel nas decisões internas do país e reafirmou a autonomia das províncias argentinas. Ele também ressaltou que Lamelas ainda não assumiu oficialmente o cargo, o que torna suas declarações de caráter pessoal. “Não podemos dizer se ele está ou não se intrometendo na política interna quando não é embaixador”, afirmou.
As declarações de Lamelas geraram polêmica na Argentina, levando a reações de figuras políticas, incluindo três governadores peronistas e a ex-presidente Cristina Kirchner. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, criticou Lamelas em uma carta, chamando suas opiniões de “intoleráveis” e uma violação do direito internacional. Kirchner, que cumpre pena em casa, acusou os EUA de estarem “fazendo campanha” para o governo de Javier Milei, afirmando que “As Forças do Norte” controlam a Argentina sob a administração atual.
A situação reflete as tensões nas relações internacionais da Argentina, especialmente em um momento em que o governo de Milei busca consolidar sua posição política antes das eleições legislativas de outubro.
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