- A administração dos Estados Unidos está considerando autorizar a Chevron e outros parceiros da estatal venezuelana PDVSA a operar com limitações na Venezuela.
- Essa proposta representa uma mudança na estratégia de pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.
- Desde o início do ano, sanções rigorosas foram impostas, incluindo a revogação da licença da Chevron.
- A nova autorização permitiria que empresas de energia pagassem a contratantes, evitando que os recursos chegassem diretamente ao governo venezuelano.
- A decisão final sobre as permissões ainda pode ser alterada pelo secretário de Estado.
A administração dos Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump, está considerando a possibilidade de autorizar a Chevron e outros parceiros da estatal venezuelana PDVSA a operar com limitações na Venezuela. Essa informação foi divulgada por fontes próximas à discussão e confirmada pelo *Wall Street Journal*. A medida representaria uma mudança significativa na estratégia de pressão de Washington sobre o regime de Nicolás Maduro.
Desde o início do ano, a administração Trump havia imposto sanções rigorosas à Venezuela, incluindo a revogação da licença da Chevron para operar no país. Um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que não podem comentar sobre permissões específicas, mas garantiu que os EUA não permitirão que o governo Maduro se beneficie da venda de petróleo.
A nova proposta permitiria que empresas de energia pagassem a contratantes para garantir a continuidade das operações, sem que os recursos chegassem diretamente ao governo venezuelano. O porta-voz da Chevron, Bill Turenne, destacou que a empresa opera em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis, incluindo as sanções dos EUA.
Contexto das Sanções
A revogação da licença da Chevron foi uma medida apoiada por figuras influentes da administração, como o secretário de Estado Marco Rubio, que defende uma postura mais agressiva contra Caracas. O debate sobre a concessão de novos permissões surge após um polêmico intercâmbio de prisioneiros entre os EUA e a Venezuela, que incluiu a repatriação de um cidadão americano condenado por assassinato.
A autorização para Chevron poderia não apenas reativar a produção em suas instalações na Venezuela, mas também injetar milhões de dólares na economia debilitada do país. A licença da Chevron se tornou um importante ponto de negociação entre Caracas e Washington, com diferentes visões dentro da administração americana sobre como abordar a situação.
Os preços do petróleo reagiram à notícia, com os futuros do Brent subindo apenas 0,1%, indicando uma possível expectativa de aumento na oferta. A situação continua a evoluir, e a decisão final sobre as permissões ainda pode ser alterada pelo secretário de Estado.
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