- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, respondeu à defesa de Jair Bolsonaro em 24 de julho de 2025.
- Moraes reafirmou que Bolsonaro não pode usar entrevistas para contornar as restrições judiciais impostas após a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
- O ministro corrigiu um erro de digitação em sua declaração anterior e destacou que a Justiça é “cega, mas não é tola”.
- A defesa de Bolsonaro questionou a possibilidade de conceder entrevistas, desde que não houvesse publicação nas redes sociais.
- Moraes enfatizou que não serão aceitas tentativas de usar entrevistas como material para postagens, considerando isso um risco à democracia.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu à defesa de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 24, reafirmando que o ex-presidente não pode utilizar entrevistas como forma de contornar as restrições impostas após sua implicação na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
Na manifestação, Moraes corrigiu um erro de digitação em sua declaração anterior, onde usou “mais” em vez de “mas”. A nova versão do documento foi publicada rapidamente, destacando que a Justiça é “cega, mas não é tola”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro ironizou o erro em suas redes sociais, questionando se poderia compartilhar decisões do ministro, dado que ele está proibido de postar conteúdos de seu pai.
A defesa de Bolsonaro havia questionado se o ex-presidente poderia conceder entrevistas, desde que não publicasse o conteúdo nas redes sociais. Moraes esclareceu que Bolsonaro não está proibido de falar em público, desde que respeite as medidas cautelares. O ministro enfatizou que não serão aceitas tentativas de usar entrevistas como “material pré-fabricado” para postagens em redes sociais, uma prática que, segundo ele, contribui para a corrosão da democracia.
Moraes justificou as restrições com base nas condenações criminais relacionadas à tentativa de golpe, ressaltando que a utilização das redes sociais por meio de “milícias digitais” representa um grave risco à democracia.
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