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Mortes violentas no Brasil atingem mínima histórica, mas letalidade policial permanece alta

Brasil registra menor número de mortes violentas intencionais desde 2011, mas letalidade policial e feminicídios aumentam alarmantemente.

Foto: Reprodução
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  • O Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, o menor número desde 2011.
  • Essa redução de 5% em relação a 2023 e 8% em relação a 2022 segue uma tendência iniciada em 2018.
  • A letalidade policial, no entanto, aumentou, com 6.243 mortes, uma queda de apenas 2,7% em relação ao ano anterior.
  • Em São Paulo, as mortes por policiais subiram 61%, de 504 para 813.
  • O Amapá é o estado mais violento, com 45,1 mortes por 100 mil habitantes, e os feminicídios atingiram 1.492 casos, o maior número desde 2015.

O Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, o menor número desde 2011, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Essa queda de 5% em relação a 2023 e 8% em relação a 2022 reflete uma tendência que começou em 2018, durante o governo de Michel Temer, e se manteve nas gestões de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Letalidade Policial em Alta

Apesar da redução geral, a letalidade policial aumentou, com 6.243 mortes em 2024, uma queda de apenas 2,7% em relação ao ano anterior. Esse aumento na proporção de mortes causadas por policiais é preocupante, especialmente em estados como São Paulo, onde o número de mortos por agentes de segurança saltou de 504 para 813, um aumento de 61%. Em 12 das 27 unidades da federação, as mortes por policiais também cresceram.

A pesquisa Datafolha de abril de 2024 revelou que 58% dos brasileiros percebem um aumento na criminalidade, refletindo um descompasso entre a queda nos índices de homicídios e a percepção de segurança da população. O governo Lula busca reforçar a segurança pública com a proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança, atualmente em tramitação no Congresso.

Cenário Regional e Feminicídio

O Amapá continua sendo o estado mais violento, com 45,1 mortes por 100 mil habitantes, seguido pela Bahia e Ceará. Em contraste, São Paulo, que registrou um aumento de 7,5% nas mortes, apresenta uma taxa de 8,2 por 100 mil habitantes. Maranguape, no Ceará, foi a cidade mais violenta, com 79,9 mortes por 100 mil habitantes.

Os dados sobre violência contra a mulher também são alarmantes. Em 2024, 1.492 feminicídios foram registrados, o maior número desde a aprovação da lei sobre o crime em 2015. Além disso, crimes como estupro e violência doméstica continuam a crescer, com a Polícia Militar sendo acionada a cada dois minutos para casos de violência doméstica.

Aumento da Violência entre Jovens

A violência entre adolescentes também é preocupante, com 2.103 mortes registradas em 2024, um aumento em relação ao ano anterior. Quase 20% dessas mortes foram causadas por ações policiais. O relatório destaca que a violência armada é a principal causa das mortes, com 73,8% ocorrendo por meio de armas de fogo.

O Anuário também aponta um crescimento nos crimes patrimoniais, especialmente em fraudes e estelionatos, que atingiram 2,16 milhões de casos em 2024. O impacto financeiro desses crimes pode ter chegado a R$ 186 bilhões em 2023 e 2024, refletindo a necessidade urgente de uma abordagem mais eficaz nas políticas de segurança pública.

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