- Jocemar Antunes de Almeida, pai de santo de 45 anos, foi preso em Esteio, Rio Grande do Sul, suspeito de assassinar uma jovem de 18 anos, seu bebê e um amigo da vítima.
- O desaparecimento de Kauany Martins Kosmalski levou a polícia a iniciar investigações após a denúncia da tia da jovem.
- Durante o interrogatório, Jocemar confessou o crime e indicou onde os corpos estavam enterrados, à beira de um rio.
- O pai de santo cometeu os assassinatos porque Kauany ameaçou contar à sua esposa sobre o filho que tinham juntos.
- A esposa de Jocemar se entregou à polícia, alegando ter ajudado no crime, e a investigação também apura um possível abuso sexual.
Um pai de santo, Jocemar Antunes de Almeida, de 45 anos, foi preso em Esteio (RS) sob suspeita de ter assassinado uma jovem de 18 anos, seu bebê e um amigo da vítima. O crime veio à tona após o desaparecimento de Kauany Martins Kosmalski, que não era vista desde domingo. A tia da jovem procurou a polícia na terça-feira, iniciando as investigações.
Durante o interrogatório, Jocemar confessou o crime e revelou o local onde os corpos estavam enterrados. Ele indicou que os restos mortais de Kauany, do amigo Ariel Silva, e do bebê Miguel, de apenas dois meses, foram encontrados em um buraco à beira de um rio, cobertos com galhos e madeira. A polícia apurou que as vítimas frequentavam a casa religiosa onde Jocemar atuava.
Motivo do Crime
O pai de santo teria cometido os assassinatos porque Kauany ameaçou contar à sua esposa sobre o filho que tinham juntos. Ele temia perder sua posição como líder religioso e, segundo a delegada Marcela Smolenaars, o crime foi premeditado. A investigação também apura um possível abuso sexual, já que Jocemar se relacionou com a jovem quando ela era menor de idade, utilizando sua influência religiosa.
A esposa de Jocemar se entregou à polícia após a repercussão do caso e a casa onde moravam ter sido incendiada. Inicialmente tratada como testemunha, ela alegou ter ajudado o marido a cometer os crimes e temia por sua vida. O pai de santo está preso por feminicídio e homicídios qualificados, e a polícia investiga a forma como o bebê foi morto, já que ele não confessou o assassinato da criança.
A delegada Smolenaars classificou o caso como feminicídio triplamente majorado, devido à presença do filho, à crueldade do ato e à traição da confiança. A polícia aguarda laudos periciais para esclarecer todos os detalhes do crime.
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